Cuiabá, 23 de Setembro de 2018

PRESO EM OPERAÇÃO

Terça-feira, 15 de Maio de 2018, 19h:00 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Fabris aposta em votação unânime por soltura de Savi, preso por comandar desvios no Detran

Da Redação

(Foto: Reprodução/Assessoria)

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O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que está responsável de conduzir o processo de soltura do deputado Mauro Savi (DEM), considerou a prisão do colega de Parlamento como “desnecessária”, durante entrevista à Rádio Capital FM, nesta terça-feira (15).

 

De acordo com o social democrata e primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa, a decisão de soltura de Savi será unânime. ‘Não vai ter um deputado votando contra.’ 

 

A votação de soltura deve ser realizada após entendimento entre os poderes Judiciário e Legislativo, já que o desembargador José Zuquim Nogueira, encaminhou ofício ao secretário de Estado de Justiça, Fausto de Freitas e ao diretor do Centro de Custódia da Capital, Ewerton Gonçalves, que se abstenham de soltar o deputado o parlamentar, caso a Assembleia Legislativa aprove sua liberdade.

 

“O Mauro mora aqui e vai estar à disposição da Justiça, por isso, não há motivo para ficar preso. O povo de Mato Grosso precisa dele no Parlamento e não na cadeia”, concluiu o parlamentar.

 

Savi foi preso durante a 2ª fase operação “Bereré” na última quarta-feira (9), pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A operação investiga desvios milionários no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que fraudava contratos no órgão com a empresa EIG Mercados Ltda que chega ao menos no valor de R$ 30 milhões, entre 2009 e 2015.

 

Os deputados teriam a prerrogativa de votar pela soltura do colega, através do artigo 29 da Constituição Estadual, porém o desembargador recomendou que a Assembleia se abstivesse de realizar a sessão para deliberação da prisão, sob pena de responderem pelo ato criminalmente. 

 

Como o presidente do Legislativo, Eduardo Botelho (DEM), também é investigado no processo, se declarou impedido de conduzir o rito para a eventual soltura de Savi, Gilmar Fabris é quem deverá conduzir a discussão e votação na Casa.

 

‘Acredito que precise existir um entendimento entre os poderes. O confronto não é o melhor caminho e esse processo precisa ser conduzido dentro da legalidade para não prejudicar ainda mais o colega. Por isso, entendo que a Procuradoria da Assembleia deve se entender com o desembargador e saber qual o motivo para a não votação”, ainda diz Fabris.

 

Fabris também adiantou que não irá se declarar impedido, caso a votação seja realizada. Pelo fato de ele também ter sido preso em setembro do ano passado, na operação Malebolge, baseada nas delações do ex-governador Silval Barbosa. Tendo permanecido 40 dias no Centro de Custódia de Cuiabá, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, sob acusação de obstrução da justiça na operação.

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