22 de Abril de 2025
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POLÍCIA Terça-feira, 22 de Abril de 2025, 12:59 - A | A

22 de Abril de 2025, 12h:59 - A | A

POLÍCIA / CASO SOB INVESTIGAÇÃO

Cozinheira de garimpo é morta a tiros e desovada às margens do Rio Sararé

Karine Campos
Única News



Rute Cardoso Pereira, de 28 anos, foi morta a tiros nessa segunda-feira (21), e seu corpo encontrado às margens do Rio Sararé, no município de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá). A vítima trabalhava como cozinheira em um garimpo da região.

A polícia foi acionada às 14h30 via denúncia anônima, com a informação de que o corpo de uma mulher estava próximo ao rio em uma estrada de terra.

No local, os militares encontraram o corpo de Rute caído de bruços, com duas perfurações de arma de fogo e um corte profundo no tórax, próximo ao pescoço, possivelmente provocado por uma faca. Rute trabalhava no Garimpo de Sararé como cozinheira.

A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) foi acionada e isolou a área para os demais trabalhos.

Conforme investigação da Polícia Civil, que ficou responsável pelo caso, o principal suspeito de cometer o crime seria o companheiro da vítima. Ainda não se sabe qual teria sido a motivação.

A Polícia Civil também apura se o suspeito assassinou Rute e posteriormente pode ter sido linchado e morto pelos garimpeiros do Sararé, onde ela trabalhava. O corpo do suspeito teria sido enterrado dentro do garimpo, em uma região desconhecida. A informação, no entanto, ainda está sendo apurada.

Segundo o delegado responsável pelo caso, João Paulo, muitos homicídios acontecem na região do garimpo, mas os corpos são retirados de lá e colocados em outros locais para que a polícia não entre no local e cesse a atividade garimpeira ilegal.

“Essas mortes no garimpo, a grande maioria, são assim, os homicídios acontecem dentro do garimpo, mas os corpos são retirados de lá e jogados nas margens das vias de acesso do garimpo, ou no rio, para que a Polícia não vá até lá e trave a atividade ilegal de garimpo. Aí prejudica a perícia de local de crime, dificilmente são encontradas testemunhas e a maioria das vezes não tem suspeito. Fora os vários homicídios que acontecem lá dentro, em que os corpos são enterrados lá mesmo, e sequer a localização dos corpos é possível”, afirmou o delegado.

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