Cuiabá, 11 de Dezembro de 2017

ASSÉDIO MORAL

Quinta-feira, 07 de Dezembro de 2017, 14h:28 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Longe da humanização exigida por Pinheiro, chefe do CDMIC humilha servidores

Marisa Batalha

(Foto: Reprodução/ Ilustração)

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Quebrando o medo, alguns servidores do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos da Prefeitura de Cuiabá (CDMIC), denunciaram no início da noite desta última quarta-feira (06), ao Site Única News, o constante assédio moral realizado pelo chefe do Centro, Cleiton Miranda, contra os que trabalham no local.

 

Como ameaças de cortar o mensalinho (pequena ajuda de custo dada por produtividade), a proibição de ligar a TV ou o ar condicionado nos horários de descanso e, pior, a ameaça constante de cancelar contratos daqueles que não cumprem de imediato suas ordens. Ainda segundo a denúncia, Cleiton chega ao absurdo de proibir os servidores de irem ao médico e caso seja desrespeitada a regra são demitidos imediatamente.

 

O caso já foi parar na Procuradoria Municipal, mas nada foi feito para mudar a contínua perseguição de Cleiton aos servidores. Mas quando as denúncias se avolumaram, a prefeitura tentou minimizar a situação, tirando Altayr Paixão dos Santos, antigo companheiro de comando, ao lado de Cleiton,  transferindo-o para outro órgão.

 

No mês passado, Cleiton - segundo os funcionários -, chegou ao desvario de acusar os funcionários, em uma reunião, de terem mexido nas Câmeras, após o órgão ter sido alvo de um furto em 9 de outubro, quando bandidos levaram 107 CPUs, 104 monitores, 10 televisores, medicamentos e insumos do almoxarifado do CDMIC, localizado na Avenida Fernando Corrêa. Deixando claro - que ali naquela reunião estariam funcionários que, com certeza, teriam ajudado os ladrões -, virando as câmeras, para que os bandidos não fossem mais tarde reconhecidos pela polícia.

 

O roubo no Centro  que só veio a público no dia 11 de novembro teve, entretanto, boletim de ocorrência registrado no dia seguinte, 10 de outubro, pelo diretor de Logística e Suprimento da Prefeitura, na época, Altayr Paixão dos Santos e pelo gerente de Patrimônio do Município, Marcos Antônio Ferraretto. Apoiado, inclusive, em informações repassadas pelos funcionários do Centro de Distribuição - que após sentirem falta dos equipamentos -, comunicou o fato aos superiores. Revelando, estes mesmos servidores, que não teria havido arrombamento no imóvel e ainda que as câmeras de segurança foram viradas para trás, impossibilitando as imagens do furto. 

 

Ainda revelam na denúncia, que mesmo que não possam assegurar que haja consentimento da Secretaria Municipal de Saúde, o atual responsável pelo Centro de Distribuição de Medicamentos da Capital [Cleiton], usa o dinheiro destinado às compras do pregão para efetuar compras de medicamentos, em uma ação clara de prevaricação. Já que utilização da verba colocada dentro de uma rubrica, definitivamente não pode ser utilizada em outro setor.

 

Com medicamentos e insumos saindo do depósito sem notas, já que não podem ter registros. E ainda, que comumente essas compras só chegam nos finais de semana, a última entregue no dia 25 de novembro, em um sábado. E mais, obrigando, inclusive, os funcionários a trabalhares nos finais de semana, sem remuneração.

 

E para cada reclamação que um dos servidores corajosamente faz a ele, a resposta de Cleiton está sempre na ponta da língua: aqui quem manda sou eu, sou amigo de dentro da casa do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira-dama.

 

Assim, alguns destes funcionários já pediram transferências e outros, até diante da crise econômica, optaram em ficar desempregados a continuar no CDMIC debaixo de tanta humilhação e pressão. E os que não têm saída por serem mantenedores de suas famílias, já foram vistos chorando pelos cantos, após serem vítimas das humilhações, mesmo que já não estejam  aguentando os assédios.

 

Outro lado

 

Já de acordo com o responsável pelo CDMIC, Cleiton Miranda, ele estaria pasmo com as denúncias de assédio moral. Principalmente no episódio sobre o roubo dos equipamentos e medicamentos do prédio que - supostamente ele teria acusado os funcionários de participação. "Não tenho conhecimento desses fatos, nunca acusei ninguém do roubo, não estou entendendo como essas coisas foram parar até vocês", revelou.

 

Bem mais clara e incisiva, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que está tomando providências urgentes para evitar que ocorram novas situações de assédio moral, como supostamente vem acontecendo dentro do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos da Prefeitura de Cuiabá (CDMIC). E que, sobretudo, as denúncias serão apuradas.

 

E que na próxima semana será realizada uma capacitação para dirigentes e gestores das unidades de Saúde para orientá-los sobre como devem ser feitas as observações com os servidores, sobre situações como descumprimento de carga horária, descumprimento de meta ou compromisso ou outras advertências, sem que fique caracterizado o assédio moral. 

 

Os processos de advertências serão regulamentados e, inclusive, para dar as orientações aos gestores durante a capacitação, serão convidados procuradores do trabalho, promotores de justiça e procuradores do município.

 

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