Cuiabá, 26 de Abril de 2024

SAÚDE E BEM ESTAR Quarta-feira, 08 de Julho de 2020, 14:25 - A | A

08 de Julho de 2020, 14h:25 - A | A

SAÚDE E BEM ESTAR / UNIVERSIDADE OXFORD

Pesquisa aponta que grávidas não correm risco maior de ter forma grave da Covid-19

Quem News



Além das preocupações comuns a toda gestante, quem está grávida durante essa pandemia do novo coronavírus tem um grande pavor: se infectar com a Covid-19. Mas as futuras mães podem se acalmar um pouco. Isso porque de acordo com pesquisa recente Universidade de Oxford as grávidas não correm risco maior de ter forma grave da doença.

A análise, em parceria com outras instituições do Reino Unido, realizada em hospitais de lá, concluiu que gestantes não são mais vulneráveis a complicações graves da Covid-19 quando comparadas a outras mulheres. Foram analisadas 427 grávidas internadas com o vírus do início de março a meados de abril. No entanto, os pesquisadores descobriram que, ainda que as gestantes não sejam mais vulneráveis a complicações graves da doença, a maioria das que ficaram gravemente doentes estava no terceiro trimestre da gravidez.

O levantamento, que também contou com o auxílio das universidades de Leeds e Birmingham, Kings e Imperial Colleges London, concluiu ainda que a transmissão da infecção da mãe para o bebê é baixa e que mulheres mais velhas, com sobrepeso, e que têm doenças preexistentes, como pressão alta, diabetes, têm maior probabilidade de serem hospitalizadas com coronavírus.

Segundo a Dra. Maria Cecília Erthal, diretora-médica do Vida - Centro de Fertilidade, realmente não parece que a mulher grávida tem uma chance maior de ter o vírus de uma forma mais severa se comparado à população em geral. "Mesmo assim, é necessário ter cautela. Os estudos são iniciais, os bebês da Covid estão começando a nascer agora e os que estão nascendo estão nascendo prematuramente porque a infecção surgiu na China, a partir de dezembro, então a data provável desses bebês nascerem concluindo as 40 semanas do período gestacional seria em setembro", ressalta a especialista.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), muitas pesquisas científicas estão em andamento para comprovar todos os efeitos da infecção pelo coronavírus no organismo das grávidas. Devido às alterações do corpo e do sistema imunológico normais nessa fase, são recomendadas precauções de proteção contra o vírus para evitar o agravamento dos casos. Além disso, as grávidas já foram afetadas por infecções respiratórias, como ocorreu na pandemia de H1N1. Já o Ministério da Saúde analisa a situação das grávidas na categoria de "casos especiais", a mesma usada para cardíacos e outros grupos vulneráveis.

 

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