Fred Moraes
Única News
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que com o avanço das discussões sobre a federação de seu partido, o União Brasil, com o Partido Progressistas (PP), existe a prerrogativa de que, aqui no Estado, o União terá maior peso nas decisões e deve ficar com a presidência do novo grupo.
Em entrevista à imprensa nessa quinta-feira (20), Mauro explicou que, já nas conversas preliminares sobre a federação, foi destacada a força do União Brasil na política estadual e isso influenciou no acordo político em relação ao PP. Em Mato Grosso, o União Brasil tem o governador, o senador Jayme Campos, além de vários deputados estaduais e federais. Já o PP tem apenas um deputado estadual titular, Paulo Araújo.
“Pelo desenho inicial, aqui no estado de Mato Grosso, por ter um governador, ter um senador, ter deputados federais, a maior bancada estadual, é um partido que tem uma presença política, dentro dos quadros disponíveis hoje, maior do que o PP. Embora um partido também importante, com grandes quadros aqui no estado de Mato Grosso, mas o nosso União Brasil tem um pouco mais. E na construção desse acordo, ficou que nós teríamos aqui essa prerrogativa”, disse o governador.
Ainda na entrevista, Mauro expressou sua opinião sobre a federação. O governador lembra que mesmo no estágio avançado, ainda não há um acordo definitivo, já assinado. Para o governador, federações são comuns entre partidos pequenos, mas unir dois partidos grandes pode gerar um "desconforto".
“O União Brasil e o PP estão em um estágio, que eu diria, bastante avançado, mas não ainda consolidado desta constituição de Federação. É um instrumento já conhecido da política brasileira, entretanto um mecanismo que ele ainda não foi aplicado, que é uma federação de dois grandes partidos. O que é comum, que já aconteceu na história, partidos pequenos fazerem federação com partidos médios ou grandes, ou reunir alguns partidos pequenos. Mas são dois grandes partidos com grande presença em todos os estados brasileiros, com governadores, com deputados federais, senadores, líderes nacionais importantes de destaque na política brasileira. Então é algo que, embora esteja num estágio avançado, mas aquela velha história, prego batido, ponta virada, só depois do contrato assinado”, afirmou.
A federação é algo debatido pelo União Brasil há mais de um ano, inicialmente contaria com a presença do Partido Progressistas e do Republicanos, que acabou mudando de ideia.
Uma vez consolidada, a federação será a maior bancada do Congresso, fortalecendo a imagem do ‘Centrão’, bem como detentora dos maiores tempos de televisão e fundo eleitoral nas eleições de 2026.
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