Cuiabá, 09 de Dezembro de 2018

5ª FASE

Quarta-feira, 05 de Dezembro de 2018, 11h:45 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Testemunhas não são intimadas e audiência da Sodoma é suspensa

Luana Valentim
Da Redação

(Foto: Reprodução)

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O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, suspendeu novamente a audiência interrompendo a continuidade das oitivas relacionadas a 5ª fase da operação Sodoma, pois algumas testemunhas que seriam ouvidas nesta terça-feira (4), não foram intimadas.

 

Dentre as testemunhas está o médico e ex-vereador petista Lúdio Cabral, eleito neste pleito deputado estadual, que iria depor na audiência a favor do ex-secretário de Administração [na gestão do ex-governador Silval Barbosa], Francisco Faiad.

 

A ação é de fevereiro de 2017, em que o Ministério Público Estadual e a Delegacia Fazendária afirmaram que pelo menos R$ 1,7 milhão em propina, arrecadada em fraudes envolvendo o Auto Posto Marmeleiro Ltda foi usado para pagar suas dívidas de campanha, em 2012. Quando ainda liderou - como cabeça de chapa -, a disputa à Prefeitura de Cuiabá, tendo Faiad como o seu vice.

 

Na última quinta-feira (29), os oficiais de Justiça não conseguiram realizar a intimação ao ex-vereador e agora deputado, pois ele não havia sido localizado. Assim, como forma de não mais adiar os depoimentos na ação, o magistrado Jorge Luiz Tadeu determinou um novo mandado de intimação a Lúdio e Arlan Lino Edeus.

 

A suspensão da audiência ocorreu após o MPE identificar que José Roberto Pacheco e Elio Corrêa não receberam os mandados para prestar depoimento no Fórum da Capital. O órgão insistiu em manter as testemunhas, se comprometendo a realizar diligências para o efetivo cumprimento das intimações.

 

As testemunhas Mauro Cesar Pereira e Flaviano Kleber Tadeu Figueiredo que falariam a favor Faiad, também se ausentaram. A defesa também não abriu mão das testemunhas para que elas sejam ouvidas em outro momento.

 

Sendo assim, o magistrado decidiu suspender a audiência desta terça-feira (4), e deixou de ouvir os presentes.

 

A decisão atingiu os interrogatórios dos acusados que seriam realizados nos próximos dias 11, 12 e 13, mas foram cancelados.

 

O juiz designou para o dia 06 de fevereiro de 2019, ás 13h30, a continuidade das oitivas.

 

Sodoma

 

Deflagrada no dia 14 de fevereiro de 2017, a 5ª fase da Sodoma apurou esquema de desvios de recursos públicos e recebimento de vantagens indevidas, por meio de duas secretarias.  Quando as Marmeleiro e Saga Comércio e Serviço de Tecnologia e Informática Ltda teriam supostamente recebido juntas, aproximadamente R$ 300 milhões, entre os anos 2011 a 2014, em licitações fraudadas do Estado. Com o dinheiro desviado efetuaram pagamento de propinas em benefício da organização criminosa no montante estimado em mais de R$ 7 milhões.

 

Constam como réu na 5ª fase da Sodoma -  além de Faiad -, ainda o ex-governador Silval Barbosa, seu ex-assessor Sílvio Cesar Corrêa Araújo, o ex-secretário adjunto de Administração, José Jesus Nunes Cordeiro e o ex-secretário-adjunto executivo da Secretaria Executiva do Núcleo de Trânsito, Transporte e Cidades, Valdisio Juliano Viriato. Silval, Silvio e José Jesus já estavam presos em decorrência de fases anteriores. 

 

Entre os conduzidos coercitivamente na época para interrogatórios estavam Wilson Luiz Soares, Mario Balbino Lemes Junior, Rafael Yamada Torres, o ex-secretário de Fazenda Marcel Souza de Cursi e o ex-vereador Lúdio Cabral.

 

O depoimento de Lúdio será dado como testemunha de Faiad, no processo relativo operação deflagrada de fevereiro de 2017, quando Faiad foi preso por seu envolvimento quando secretário de Estado.

 

De acordo com o documento, as empresas teriam ganhado licitações na gestão de Silval de forma fraudulenta e em troca teriam pago propinas na ordem de R$ 5,1 milhões. Destes, R$ 1,7 milhão foi usada para pagar as dívidas da campanha em 2012. Quando Lúdio ainda liderou - como cabeça de chapa -, a disputa à Prefeitura de Cuiabá, tendo Faiad como seu vice. Consta nos autos – que essa era uma das “missões” de Faiad na época.

 

Além disso, conforme o MPE, o Estado pagava às empresas por combustíveis que não eram fornecidos, mas sim inseridos de forma fictícia no sistema. 

 

“No período em que Francisco Faiad integrou a organização criminosa, o noticiado desvio de dinheiro público teve o seguinte destino: 1 — R$ 1.700.000,00 promoveu o pagamento de dívida de campanha eleitoral do ano de 2012 na qual ele, Francisco Faiad e Lúdio Frank Mendes Cabral, concorriam ao cargo de vice- prefeito e prefeito respectivamente, junto à própria empresa Marmeleiro no período de fevereiro a agosto de 2013”, diz trecho da denúncia do Ministério Público.

 

 

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