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Sexta-feira, 11 de Maio de 2018, 18h:06 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Em entrega de ambulâncias, Taques alfineta adversários e diz que trabalha muito, mas não é Deus

Da Redação

(Foto: Gcom-MT)

AMBULÂNCIAS E TAQUES.jpg

 

Depois de revelar na Arena Pantanal, nesta quinta-feira (10). no lançamento do Cartão Pró-Família, que 'ninguém estaria acima da lei', o chefe do Executivo estadual, o tucano Pedro Taques chegou, ao final, a confidenciar para jornalista que seus adversários estariam tentanto jogar o nome de sua família no lixo e que ele não admitiria isto. Ao responder sobre a operação Bônus - na 2ª fase da Bereré -, deflagrada pelo Gaeco e determinada pelo Judiciário. Resultando na prisão do seu ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e o irmão Pedro Zamar, ambos primo do gestor.

 

Já nesta sexta-feira (11), durante entrega de oito ambulâncias ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Palácio Paiaguás, Taques evitou como pode a questão das prisões do primos. Mas ao ser indagado sobre as críticas que seus adversários têm feito sobre sua administração, o gestor não conseguiu esconder sua irritação.

 

Mesmo evitando elencar nomes disse 'em alto e bom som' que não seria Deus para resolver todos os problemas de Mato Grosso em três anos e quatro meses.

 

Lembrando, inclusive, como exemplo, que a última entrega realizada de ambulâncias foi em 2004. 'Um bom exemplo que estou tentado mudar cara de Mato Grosso é a própria entrega destas ambulâncias, compradas com recursos próprios. O que não ocorria desde dezembro de 2004.

 

Ressaltando ainda que todos os dias está trabalhando para resolver os problemas na saúde do Estado. 'Assim, posso assegurar que a Saúde de Alto Custo está com 80% do estoque, ainda que saiba que é necessário fazer bem mais. Mas não dá tenpo, não há dinheiro para fazer tudo, existe esse déficit, que é de 50 anos e eu sou governador só há três apenas'.

 

“Estamos entregando oito novas ambulâncias para o SAMU, depois de 14 anos. Essas ambulâncias foram adquiridas em 2004, de lá para cá, nada foi feito no SAMU. Nós estamos com três e o governo Federal com 5, renovando 100% a frota de Cuiabá e Várzea Grande, isso mostra a preocupação com a saúde pública em Mato Grosso”, contou.

 

 

Operação Bônus

 

Ainda foram presos na operação que investiga desvios milionário no Detran, além dos primos do governador tucano, o deputado estadual Mauro Savi (DEM) e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo” e José Kobori.

 

O alvo das investigações é uma organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio envolvendo contratos milionários firmados entre a autarquia e empresas de fachada. 

 

As investigações identificaram para o pagamento de propina a diversas pessoas com base no valor arrecadado pela empresa EIG Mercados (antiga FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação), responsável pelo registro de contratos de financiamentos de veículos junto ao Detran.

 

Parte do lucro da empresa era repassado aos investigados por meio de uma empresa de fachada, a Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal Ltda, cujos sócios eram beneficiários do esquema ou “laranjas”. O bloqueio foi pedido pelos promotores do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) e do Gaeco. O valor foi calculado com base nas provas já obtidas com a quebra de sigilo bancário de investigados.

 

Pela "Bônus" foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

 

Acredita-se que a organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio envolvendo contratos milionários firmados entre a autarquia e empresas de fachada,teriam recebido mais de R$ 30 milhões, de acordo com as investigaççoes do Ministéroo Público. O esquema iniciado no governo do ex-gestor Silval Barbosa teria continuado, agora sob a proteção de Paulo Taques, na gestão de seu primo, o governo Pedro Taques (PSDB).

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