Cuiabá, 28 de Novembro de 2020

VOLTA AO MUNDO
Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020, 08h:14

LUTA CONTRA A COVID

Sanofi e GSK prometem disponibilizar 200 milhões de doses de vacina para países pobres

Foto: Reuters via BBC

Os laboratórios Sanofi e GSK anunciaram nesta quarta-feira (28) que disponibilizarão 200 milhões de doses de uma futura vacina contra a Covid-19 ao programa internacional Covax. A iniciativa foi criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de ajudar a garantir um acesso equitativo às futuras vacinas contra a doença. O Brasil faz parte da Covax.

Em comunicado, os laboratórios francês Sanofi e britânico GSK afirmam ter assinado uma "declaração de intenções" com o Gavi, o administrador jurídico do mecanismo internacional de compras Covax, para "garantir a cada país participante um acesso justo e equitativo às possíveis vacinas contra a Covid-19".

As farmacêuticas destacaram que "têm a intenção de disponibilizar ao programa 200 milhões de doses de uma vacina", com a ressalva de que ela ainda precisa ser aprovada pelas autoridades reguladoras.

Sanofi e GSK desenvolvem um imunizante que está na segunda fase de testes em humanos, iniciados em setembro. Os laboratórios preveem obter os primeiros resultados no início de dezembro e acreditam que poderão iniciar a terceira fase de testes antes do fim do ano. (Entenda as três fases ao final desta reportagem).

Executivos das duas farmacêuticas disseram em comunicado que têm a vontade e o compromisso de que a vacina contra Covid-19 esteja acessível às populações mais vulneráveis em todo o mundo.

Até o momento, 167 países aderiram ao sistema internacional de aquisição e distribuição de vacinas, conhecido como Covax. São 92 países de baixa e média renda que receberão doses gratuitas e 75 países ricos que precisarão pagar pelo imunizante. No início de outubro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, anunciou que a iniciativa prevê doses da vacina para 10% da população brasileira.

Como funcionam as 3 fases de testes

Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.


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