Cuiabá, 11 de Dezembro de 2018

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018, 10h:28 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Haddad diz que Bolsonaro quer 'dar cavalo de pau e dizer que defende os pobres' ao propor 13º para Bolsa Família

Candidato do PT à Presidência da República afirmou que seu adversário sempre criticou os beneficiários do programa e que a proposta de pagar um 13º salário é "contraditório".

Por Fernanda Calgaro, G1
Brasília

(Foto: Fernanda Calgaro/G1)

 

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (11) considerar "contraditório" que seu adversário na disputa ao Planalto, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, diga que vai implementar um 13º salário para os beneficiários do programa Bolsa Família.

 

Haddad ressaltou que Bolsonaro passou anos criticando beneficiários do programa, uma das principais bandeiras dos governos petistas, e que agora quer "dar um cavalo de pau e dizer que defende os pobres".

 

Na quarta-feira (10), o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebbiano, afirmou que, se eleito, Bolsonaro vai implementar um 13º salário para quem é atendido pelo Bolsa Família. Segundo o dirigente do PSL, a proposta estava prevista no plano de governo de Bolsonaro, mas a ideia foi confirmada definitivamente "agora".

 

“Se tem alguém que criticou o Bolsa Família e, de certa maneira, humilhou os seus beneficiários ao longo dos últimos dez anos, foi meu adversário. Não é fake news. Basta ver na internet as frases que ele pronuncia sobre nordestinos que recebem o Bolsa Família”, afirmou Haddad em entrevista à imprensa em Brasília.

 

O petista fez críticas à atuação de Bolsonaro como parlamentar e afirmou que ele “nunca aprovou nada de relevante em 28 anos de mandato” e sempre votou contra o trabalhador.

 

“Me parece muito contraditório. Há uma contradição muito grande entre o que ele fez na vida. Ele está há 28 anos na Câmara e só vota contra o trabalhador. Tudo o que ele faz é votar contra o trabalhador. Votou contra a pessoa com deficiência, votou contra o trabalhador na reforma trabalhista, votou contra o cidadão no teto de gastos. Sempre vota contra o trabalhador. Nunca aprovou nada de relevante em 28 anos de mandato e agora quer dar um cavalo de pau e dizer que defende os pobres?”, disse Haddad.

 

Haddad deu as declarações após participar de uma reunião na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner.

 

No encontro, Haddad foi acompanhado do governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), e de Gilberto Carvalho, que é um dos coordenadores de sua campanha.

 

Mudança de local

 

O petista deu a entrevista coletiva em uma sala improvisada no hotel onde estava hospedado em Brasília. A previsão inicial era a de que ele falasse com a imprensa na calçada em frente à entrada da CNBB.

 

No entanto, o local da entrevista teve que ser alterado às pressas porque dois apoiadores do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, apareceram no meio da manhã gritando palavras de ordem contra a campanha do petista.

 

No encontro com Steiner, Haddad foi acompanhado do governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), e de Gilberto Carvalho, que é um dos coordenadores de sua campanha.

 

Ao chegar à CNBB, Dias foi o único a falar com a imprensa. Ele confirmou que Haddad se encontrou na quarta à noite com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, em Brasília, para agradecer o apoio do partido.

 

Ele disse que o partido deve se reunir outros partidos e políticos que declararam apoio à candidatura de Fernando Haddad, como o PDT, de Ciro Gomes.

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