Cuiabá, 20 de Janeiro de 2020

POLÍCIA
Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019, 17h:41

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

História de mato-grossense que foi abusada pelo próprio pai é destaque no The Intercept Brasil

Única News
Da Redação

(Foto: Arquivo Pessoal)

O site The Intercept Brasil, conhecido mundialmente, trouxe, nesta sexta-feira (13), a história da mato-grossense Celmi Castilho da Silva, 38 anos, que contou sua vida para o repórter Leandro Barbosa, sobre os abusos que sofreu do próprio pai. Celmi nasceu em São Félix do Araguaia (a 1.159 km de Cuiabá), mas viveu sua infância e adolescência na Zona Rural de Nova Xavantina (a 651 km da capital), onde sofreu a maioria dos abusos.

Na reportagem, Celmi começa contando que a Hanseníase teria salvado a vida dela, por um período, pois foi quando ela conseguiu sair dos abusos do pai para tratar da doença. Ela conta que seu pai era um homem muito grosseiro e agressivo, ele batia na mãe dela e em seus outros seis irmãos.

Por não aguentar as agressões que sofria, a mãe de Celmi decidiu então se separar do pai dela e ir embora com apenas dois filhos. Celmi e os outros quatro irmãos ficaram na casa com o pai. Além dela, havia uma outra irmã que também era abusada pelo pai e tinha problemas neurológicos.

"Depois que minha mãe foi embora, ele pegou eu e Celma, as mais velhas da casa, como esposas. Foram anos nessas condições. Não podíamos falar nada se não éramos espancadas. E, no meio disso tudo, começaram a aparecer manchas no meu corpo. Foi quando veio o diagnóstico: hanseníase", disse Celmi para a reportagem.

Por conta da doença e a irmã de Celmi ter tido um aborto espontâneo, pois engravidou do próprio pai, o Conselho Tutelar da cidade a levou ela, assim como os irmãos, para um abrigo, onde ela pode começar o tratamento da hanseníase e fugir dos abusos do pai.

Após muitos anos morando em abrigos com os irmãos, Celmi, aos seus 15 anos, decidiu procurar a mãe e voltar a morar com ela. Logo depois, o pai de Celmi descobriu que ela havia saído do abrigo e a obrigou a voltar a morar com ele. Foi quando os abusos e as agressões voltaram com mais força.

Com tanto sofrimento, Celmi tentou por várias vezes o suicídio, ingeriu até soda cáustica. Por falta do tratamento, a hanseníase se agravou e ela foi perdendo a sensibilidade de várias partes do corpo. Sem saída, o pai de Celmi teve que levá-la ao hospital para dar continuação ao tratamento da hanseníase. E outra vez, por conta da doença, ela conseguiu se salvar.

Como a mãe de Celmi e seus irmãos se mudaram para Goiânia, nesses anos que passou com o pai, ela conseguiu ajuda de uma enfermeira para fugir de Mato Grosso. Ela reencontrou a família, estudou e se formou em Serviço Social, teve uma filha e conheceu o marido com quem vive até nos dias de hoje. Celmi faz acompanhamento com terapeuta para conviver com os traumas do passado.

Veja a história completa no site do The Intercept. Clique aqui.


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