Cuiabá, 21 de Agosto de 2018

CALÚNIA E DIFAMAÇÃO

Terça-feira, 12 de Junho de 2018, 11h:07 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Delegado promete ir a Justiça contra sindicato em caso de médica que matou verdureiro

Claryssa Amorim

(Foto: Alair Ribeiro)

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Após declarações do Sindicato dos Peritos Oficiais (Sindpeco), de que o delegado Christian Cabral, responsável pelas investigações do atropelamento e morte do verdureiro, Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, interpretou erroneamente o último laudo, Cabral afirma que irá processar o sindicato por danos morais, calúnia e difamação.

 

O presidente do Sindpeco, Alisson Trindade, disse em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (11), que a empresa que emitiu o último laudo, cometeu um plágio. E que iria apresentar uma denúncia ao Ministério Público do Estado (MPE), contra a empresa de perícia e consultoria "Forense Lab", por supostamente ter plagiado o último laudo que apontou 95km/h no momento do atropelamento com outro emitido pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), em 2014, de um atropelamento em Sapezal (a 473 km de Cuiabá).

 

O verdureiro foi atropelado na noite de 14 de abril deste ano, na Avenida Miguel Sutil por um Jeep Compass dirigido pela médica dermatologista, Letícia Bortolini, quando voltava de uma festa com seu marido. 

 

Ao Única News, o delegado afirmou que confirma plenamente no laudo emitido pela empresa, pois foi a partir de um estudo realizado com vídeos de câmaras na região do local e cálculos. Para ele, é difícil haver erro nessas condições.

 

"O cálculo é uma forma física, onde o perito análisa e calcula a distância percorrida pelo tempo gasto. É difícil haver erros nesses casos, principalmente porque essa análise é feita via software apropriado", explicou Cabral.

 

(Foto: André Souza)

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Ele ainda destacou que além do presidente do Sindpeco acusar o perito responsável pelo laudo, "o caluniou e difamou" em público, assim irá entrar com processo contra o sindicato. Ele comentou também que o presidente não se conteve ao fazer acusações "aos quatro vento" contra ele, durante a coletiva de imprensa. 

 

"Em relação as acusações, irei entrar com processo civil e criminal contra quem as prolatou por danos morais, calúnia e difamação", disse.

 

A Politec emitiu um laudo, no dia 5 de junho, apontando que a médica estaria transitando em uma velocidade de 30km/h. Porém, o novo laudo, agora emitido pela empresa forense, aponta que a dermatologista estaria a mais de 95km/h.

 

Possivelmente, a decisão foi dada após o laudo da Politec, apontando que o carro dirigido pela dermatologista, estava a uma velocidade estimada de 30 km/h quando ocorreu o acidente. A informação foi repassado ao Deletran, que recebeu os documentos na tarde dessa terça-feira (5). 

 

Cabral ainda confirmou que todos os laudos emitidos durante as investigações, inclusive o da Politec que aponta velocidade de 30 km/h, além de outras provas, serão encaminhadas à Justiça para análise. 

 

"Mesmo eles [Sindpeco] denunciando esse último laudo da empresa privada, não poderá ser anulado o anterior. Durante a fase processual, só quem pode anular provas, é o juiz. 

 

Laudo da Politec

 

De acordo com o delegado da Deletran, Chistian Cabral, apesar do laudo pericial ser uma prova técnica, não há concordância com os outros elementos de prova nas investigações, uma vez que um veículo que está entre 30 e 40 km/h, não têm força para lançar um corpo com a intensidade e distância declarada na perícia.

 

O impacto fez com que a vítima tivesse vários ossos quebrados. “Para mim, enquanto presidente do inquérito policial, não tem valor algum, por não ter consonância com os demais elementos de prova coligido nos altos”.

 

O caso

 

A dermatologista foi presa na noite de 14 de abril, deste ano, em uma residência no bairro Jardim Itália, em Cuiabá, após atropelar o trabalhador na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.  No episódio, Letícia foi detida sob suspeita de estar alcoolizada na ocasião do acidente. E de acordo com a polícia, a médica não teria prestado atendimento e fugido. Ela estava acompanhada do marido, o médico urologista Aritony de Alencar.

 

Apesar de contradições, o desembargador Orlando de Almeida Parri diminuiu as medidas cautelares que de sete, ficaram apenas duas. Sua primeira vitória veio depois que recebeu dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a autorização para viajar para São Paulo, para fazer uma especialização.

 

Com a redução alterada nessa quarta-feira (5), a médica poderá sair de casa no período noturno e nos finais de semana, frequentar bares e se ausentar da comarca sem autorização judicial.

 

Com essas mudanças, Letícia apenas terá que comparecer mensalmente em juízo, até o quinto dia útil, para informar e justificar suas atividades e não se envolver em outro fato criminoso.

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