Cuiabá, 22 de Junho de 2018

"PLASTICAS PARA TODOS"

Quarta-feira, 13 de Junho de 2018, 09h:06 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Delegada pode apontar conduta criminosa de médicos em morte de esteticista

Da Redação

(Foto: divulgação)

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No final da tarde desta terça-feira (12), durante coletiva de imprensa realizada na  Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), a delegada Alana Cardoso, que acompanha o caso de Edléia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, que morreu depois de fazer uma cirurgia plástica no dia 13 de maio em Cuiabá, disse que o inquérito vai considerar a possibilidade de conduta criminosa, com dolo eventual por parte da equipe médica que atuou no procedimento.

 

A DHPP juntamente com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apresentaram o resultado do laudo de necropsia da vítima, que morreu 2 dias após passar por uma lipoescultura e mamoplastia redutora com o médico Eduardo Santos Montoro, pelo programa “Plástica Para Todos”, que busca facilitar o acesso à cirurgia plástica a preços mais baixos do que os oferecidos no mercado.

 

(Foto: Reprodução)

COLETIVA MORTE NA PLASTICA

 

A delegada enfatizou que o caso não foi uma fatalidade, que o documento não identifica erro médico durante os procedimentos.  Uma investigação irá apurar detalhes do caso.

 

“O laudo me traz indício de que há uma responsabilidade no campo criminal. Precisamos buscar agora toda documentação possível para analise, além do auxílio técnico que é necessário”, disse Alana.

 

De acordo com o diretor metropolitano do Instituto de Medicina Legal (IML), João Marcos Rondon, disse que durante a lipoaspiração, sangue também é retirado do organismo junto com a gordura.

 

“Pode ser que, neste caso, tenha sido retirado mais gordura e, consequentemente mais sangue, do que seria necessário para o biotipo da paciente”, disse o diretor.

 

Sendo assim, a Polícia Civil vai anexar, além do laudo, os relatórios médicos e prontuários do período em que a paciente esteve internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para apurar se houve negligência e crime.

 

A morte

 

No dia 11 de maio, Daniele fez uma postagem em um grupo de mamoplastia no Facebook dizendo que iria operar pelo Programa Plástica para Todos. Ela teria colocado 'silicone nos ceios'. Daniele passou por cirurgias de lipoescultura e mamoplastia, na sexta-feira, pelo custo de R$ 7 mil.

 

A cuiabana morreu após ter complicações na cirurgia, Daniele foi encaminhada para o Hospital Sotrauma, mas não resistiu. Ela era casada e tinha uma filha pequena. 

 

Daniele que era formada em gastronomia e estética, teve conhecimento do médico que fez a cirurgia plástica por meio de um grupo no Facebook, cuja proposta é oferecer cirurgias plásticas a preços bem abaixo dos praticados no mercado.

 

O corpo de Daniele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde foram feitos exames para apurar a causa da morte. A família registrou uma denúncia na Polícia Civil.

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