Cuiabá, 21 de Outubro de 2019

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Domingo, 25 de Agosto de 2019, 08h:29

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Animais estão entre os mais prejudicados com as queimadas nessa época do ano

Elloise Guedes
Única News

Os animais silvestres que vivem nas regiões de mata em Mato Grosso estão sofrendo com o período das queimadas no estado. Entre os meses de abril e setembro, durante o período de seca, cresce o número de animais silvestres feridos devido às queimadas, muito comuns nesta fase do ano.

Esta semana, a Serra da Petrovina, em Pedra Preta (a 243 km de Cuiabá), foi um dos pontos mais atingidos pelos incêndios florestais. Na última terça-feira (20), equipes do Corpo de Bombeiros ficaram desde a madrugada tentando combater o fogo, que alcançou grandes proporções. Até o momento, cerca de 4 mil hectares já foram queimados na Serra.

Animais que vivem na mata são vítimas diretas das queimadas, principalmente aqueles que não conseguem se movimentar com rapidez, como tamanduás e jabutis. Para outras espécies, o perigo também chega quando são obrigados a fugir do fogo e se acidentam em rodovias, buracos ou valas.

Segundo o Corpo de Bombeiros e a ONG Instituto Cento de Vida, a baixa umidade relativa do ar, a grande massa de vegetação seca e a falta de colaboração da população, têm provocado o aumento nos índices de queimadas no Estado. De janeiro até a primeira quinzena deste mês, o número de focos de calor registrado foi 80% maior do que o mesmo período do ano passado.

Já são cerca de 14 mil focos de incêndio em Mato Grosso este ano. O Corpo de Bombeiros emitiu alerta para um dos períodos de seca mais críticos dos últimos sete anos.

Principais focos de incêndios

Além da Serra da Petrovina em Pedra Preta, no último final de semana, uma plantação de milho pegou fogo, em Campo Novo do Parecis (a 397 km de Cuiabá). Em ato comovente, um bombeiro dá água a um pequeno tatu que, assim como os humanos, mostra que os animais também sofrem com o período.

Na ocasião, uma imagem repercutiu, resumindo o período em que, historicamente, Mato Grosso toma as páginas de notícias, como o estado que mais registra focos de calor no Brasil.

O ponto mais atingido pelo incêndio florestal é o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá). O fogo se arrastou por dez dias e mais de 30 mil hectares do parque foram incendiados.

No Parque Estadual Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 562 km da capital), 13 mil hectares já foram queimados. Vários animais morreram em consequência das queimadas e uma comunidade rural foi destruída pelo fogo.

Visita do ministro do Meio Ambiente a Mato Grosso

Em visita a Mato Grosso na última quarta-feira (21), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declarou que a maior parte do fogo no estado é provocado intencionalmente.

"Na maioria dos focos que verificamos, alguns locais que foram fogo intencional, e alguns locais com fogo incidental. Aqui na cidade, claramente no perímetro urbano, foi colocado fogo propositalmente", declarou o ministro.

A visita do ministro começou nos municípios da região Norte do estado, onde ocorreu a Operação 'Abafa Amazônia'. Salles também esteve nas cidades de Sinop e Sorriso (a 503 km e 420 km de Cuiabá, respectivamente).

O ministro sobrevoou, de helicóptero, a região dos municípios de Sinop e Sorriso e depois a região do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Ainda durante a entrevista, Ricardo Salles afirmou que não há cortes na destinação final de recursos de combate a incêndios.

"Nós estamos com o mesmo número de brigadistas, atuando da mesma forma. São quatro aeronaves trabalhando para apagar o fogo em Chapada dos Guimarães. Agora, é um clima que está mais seco, mais quente, com mais vento e isso propicia uma propagação maior do fogo”, afirmou.

Com o bloqueio do Fundo Amazônia, O Corpo de Bombeiros do Mato Grosso afirmou que precisa de mais apoio e vê com preocupação o bloqueio, que até este ano investiu R$ 12 milhões em estrutura para combate ao fogo no estado.

No último domingo (18), os governadores do Norte assinaram uma carta manifestando preocupação com o fundo, que perdeu o apoio da Alemanha e da Noruega.

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