Cuiabá, 08 de Agosto de 2020

POLÍTICA MT
Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019, 15h:33

NOVO PRAZO

Mendes lamenta não cumprir prazo do VLT: ‘não é decisão que tome porque acordei inspirado’

Claryssa Amorim
Única News

Gcom

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), lamentou por não ter cumprido a promessa que fez em apresentar uma posição ainda este ano à população a respeito do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Várias vezes durante seu primeiro ano de mandato, Mendes chegou a informar que daria uma resposta do que se fazer com o VLT antes do ano acabar, no entanto, segundo ele, “não foi possível”.

“Realmente disse que até em um ano daria uma resposta, mas não foi possível, peço desculpas. Criamos uma comissão, tivemos que tomar decisões junto com o governo federal, porque tem verba federal, houveram alguns problemas ao longo do caminho, descobrimos algumas coisas irregulares da gestão passada, enfim. Não vamos conseguir dar uma resposta esse ano”, esclareceu o governador.

Mendes destacou que não foi por falta de estudos técnicos e que isso não é uma decisão que se dê fácil, “apenas porque disse que iria dar uma resposta”. Ele criticou a gestão passada de Pedro Taques (PSDB), afirmando que “não se deve anunciar cinco vezes a retomada do VLT, sendo que nunca foi cumprida a promessa”.

O democrata lembrou que a solução para o VLT não é fácil, pois se trata de um projeto que está com dois processos no Ministério Público do Estado (MPE), com suspeitas de desvios públicos. “É uma solução complexa”.

Mendes afirma que não está satisfeito com a demora da decisão da equipe e tem cobrado. “Já fui no pescoço dos meus técnicos e também fiquei irritado”.

Sobre uma nova previsão para a apresentação do estudo técnico, decidindo “se continua a obra ou enterra”, segundo ele, Mauro garante que não passa do primeiro semestre de 2020.

“Não é uma decisão que o governador acorda inspirado e diz ‘vou tomar essa decisão’. Isso tem que ter estudo técnico, junto com a Secretaria de Mobilidade Urbana [Semob]. Estamos trabalhando e estudando. Quero mais rápido possível apresentar com estudo e dados no primeiro semestre do próximo ano, eu preciso fazer isso. Também não posso exigir dos meus técnicos que tomem uma decisão sem consistência, só porque falamos que iriamos tomar uma decisão até o final do primeiro ano de mandato”, concluiu.


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