Cuiabá, 05 de Abril de 2020

POLÍTICA
Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020, 13h:59

CORRIDA ÀS URNAS

Eleição suplementar em MT leva 80% dos deputados federais a buscar vaga no Senado

Ana Adélia Jácomo
Única News

Câmara Federal

Com a eleição suplementar para o Senado marcada para dia 26 de abril, 6 dos 8 deputados federais de Mato Grosso, ou seja, 80% da bancada, têm seus nomes cotados para disputar a vaga deixada pela senadora cassada Selma Arruda (Podemos).

Todos foram eleitos para desempenhar o mandato  entre os anos de 2019 a 2023.

Apesar de não terem homologado as candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), já que o prazo é até 17 de março, é dada como certa a candidatura de José Medeiros (Podemos).

São cotados os deputados: Nelson Barbudo (PSL); Neri Geller (PP); Carlos Bezerra (MDB); Dr. Leonardo (Solidariedade) e a Professora Rosa Neide (PT). Apenas Emanuelzinho (PTB) e Juarez Costa (MDB) não são ventilados como candidatos.

Além dos citados, há mais de 20 nomes sendo aventados como pretensos candidatos. Em entrevista ao Única News nesta quinta-feira (20), Dr. Leonardo afirmou que o número de candidatos deve ser reduzido a, no máximo, oito.

“É uma bancada com boa experiência, a grande maioria já ocupou outros cargos, é normal que coloquem o nome à disposição, mas tudo isso vai se afunilar, porque todo mundo sabe da importância do deputado federal e não precisa sair do mandato para concorrer, então ninguém vai abandonar o mandato. São cerca de 22 pré-candidatos e isso deve diminuir para uns oito nomes no final das contas”, avaliou ele.

Medeiros é do mesmo partido de Selma, o Podemos, e dos federais é o único que lançou sua candidatura oficialmente, inclusive tendo como primeiro suplente o vice-prefeito de Cuiabá Niuan Ribeiro, também do Podemos.

Nelson Barbudo aguarda reunião da Executiva Nacional do PSL para lançar seu nome. A legenda se reúne em Brasília em 3 de março para, só então, definir se ele será candidato.

Neri Geller é cotado para a vaga e em declarações à imprensa regional dadas na última semana afirmou que “caso venha a ser construído esse cenário [da candidatura], estarei à disposição”.

MDB, de Carlos Bezerra, aguarda resultado de uma pesquisa interna, para definir se lança o deputado como candidato à eleição suplementar. O grupo encomendou uma pesquisa quantitativa e qualitativa para avaliar a força de Bezerra entre o eleitorado mato-grossense.

A petista Rosa Neide aguarda a definição do partido, que fixou a data de 28 de fevereiro para que todos os interessados se inscrevam para participar da convenção partidária, que será em 8 de março.

Além dela, o partido avalia outros seis nomes, o do deputado estadual Lúdio Cabral, o ex-deputado federal Carlos Abicalil, a deputada federal Rosa Neide, o deputado estadual Valdir Barranco, o suplente de deputado Henrique Lopes, a ex-vereadora Enelinda Scalla, e a sindicalista Edna Sampaio.

Selma Arruda foi cassada em segunda instância por abuso de poder econômico e caixa dois na campanha eleitoral de 2018. O Senado ainda não a afastou efetivamente do cargo, mas as costuras políticas para o pleito suplementar estão a todo vapor no Estado.

Há cinco candidatos que já foram oficializados por seus partidos: o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) e o ex-governador Júlio Campos (DEM), ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), o deputado estadual Max Russi (PSB) e o deputado federal José Medeiros (Podemos).

É considerado candidato natural o chefe do escritório de representação do estado em Brasília, Carlos Fávaro (PSD), no entanto, ele não se oficializou ainda. Ele ficou em terceiro lugar na disputa no pleito de 2018.

Tentam se viabilizar: o deputado federal Neri Geller (PP), o ex-deputado estadual Adilton Sacheti (PRB), a secretária-adjunta do Procon, Gisela Simona (Pros), o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan.

São citados ainda o deputado federal Leonardo Albuquerque (SD); os deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC), Lúdio Cabral (PT), Silvio Fávero (PSL); o ex-ministro Blairo Maggi (PP); o ex-senador Cidinho Santos (PL); o ex-governador Pedro Taques (PSDB), o ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT), a empresária Margareth Buzetti (PP) e o vereador por Cuiabá, Mário Nadaf (PV).


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