Cuiabá, 02 de Abril de 2020

POLÍTICA
Terça-feira, 04 de Fevereiro de 2020, 09h:48

POLÊMICA DO NILO PÓVOAS

Carvalho dá ‘chega pra lá’ em Pinheiro e sugere que ele cuide das escolas precárias de Cuiabá

Ana Adélia Jácomo
Única News

Gcom/MT

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, deu continuidade nessa terça-feira (4) ao discurso combativo do governador Mauro Mendes (DEM) contra o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB). Ele sugeriu que a prefeitura reforme as escolas que estariam em situação precária, ao invés de insistir na tomada da Escola Estadual Nilo Póvoas.

Ocorre que o Governo do Estadual anunciou o fechamento da unidade escolar este ano, por conta do baixo número de alunos matriculados. Foi feito um reordenamento escolar e no local irá funcionar um Centro de Educação Inclusiva, para atender não somente dos alunos portadores de deficiência, como surdos, mudos e autistas, mas também os alunos que encontram-se sofrendo com bullying, depressão, violência doméstica, automutilação.

“Temos uma programação desde o ano passado, com investimento acima de R$ 3 milhões (...) isso que vamos colocar lá dentro vai ser um exemplo para Mato Grosso e para o Brasil. A Prefeitura de Cuiabá tem muitas escolas que precisam de reformas, acho que poderia pegar investir nessas escolas que está rodando em vídeo de grupos no WhatsApp a precariedade delas, situadas dentro de Cuiabá. A minha sugestão é que pegue esse recurso e invista nessas escolas que estão praticamente numa situação inviável”, disparou Carvalho, em entrevista à Rádio Capital.

Pinheiro tem reclamado sistematicamente, por meio da imprensa, o fato de o governador não aceitar a troca entre os terrenos da Escola Estadual Nilo Póvoas (fechada pelo Governo) e a sede da Secretaria Estadual de Cultura (localizada no bairro Duque de Caxias, que é de propriedade do município). O prédio foi solicitado pelo prefeito, que tinha a intenção de ampliar o número de vagas para a Educação Básica.

Ele sugeriu ceder o prédio usado pela Secretaria Estadual de Cultura, que já é usado pelo Estado, em contrapartida. “Eu só queria ampliar as vagas da educação e parecia que eu estava chamando para a briga. Em 2017, Pedro Taques fez uma grande reforma lá. Lá comporta mais de 700 crianças. Não fiz uma proposta sensata? Mas vieram com pedra, metralhadora, arco e fecha, fuzil e porquê? A troco de quê essa irritação toda, esse estresse todo? Administrar tem que ser com alegria, amar a sua cidade, sua terra, mas tem gente que administra com raiva do mundo, parece que sente raiva de ser gestor”, disse ele na última semana.


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