Cuiabá, 27 de Fevereiro de 2020

POLÍTICA
Segunda-feira, 06 de Janeiro de 2020, 14h:50

ELEIÇÃO AO SENADO

Buzetti diz que eleitos que estão ‘de olho’ no Senado devem honrar votos

Ana Adélia Jácomo
Única News

Assessoria

Secretária-geral do PP, a empresária Margareth Buzetti afirmou, nesta segunda-feira (6) ao site Única News, que é pré-candidata ao Senado, na eleição suplementar que ocorre nos próximos meses, após a juíza Selma Arruda (Podemos) ter o mandato cassado por abuso de poder econômico e caixa dois na campanha de 2018.

Líder no ramo de recapagem de pneus de caminhões e máquinas pesadas e também presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic) e da Associação Brasileira de Reforma de Pneus (ABR), Margareth afirmou que está se articulando dentro do PP para que seu nome seja viabilizado e conta com o apoio do ex-ministro e mega-empresário do agronegócio, Blairo Maggi (mesmo partido).

Descartando participar das eleições municipais para a Prefeitura de Cuiabá, ela disse que seu foco é um cargo no Legislativo. “Eu não quero cargo Executivo. Eu estou em um cargo executivo dentro de uma empresa a minha vida toda. Eu acho que posso auxiliar mais no Legislativo. No Executivo você responde por todos que estão dentro do governo, mas no Legislativo não, você responde pelo que está fazendo”, disse ela.

Margareth conta com o apoio de Maggi e não esconde a insatisfação com a possibilidade de o deputado federal Neri Geller, seu colega de partido e presidente estadual do PP, também disputar a vaga ao Senado. “Eu penso que ele deveria cumprir o mandato. Temos vários (pré-candidatos) que têm mandato, mas que querem ser candidatos: Barbudo, Medeiros, Neri, todos têm mandato. Vamos honrar o voto que os elegeu e cumprir o mandato”, disparou ela.

Temos vários que têm mandato, mas que querem ser candidatos: Barbudo, Medeiros, Neri, todos têm mandato. Vamos honrar o voto que os elegeu e cumprir o mandato

Além de Margareth, existem mais 20 nomes cotados para a vaga: o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) e o ex vice-governador Carlos Fávaro (PSD), os deputados federais José Medeiros (PODE), Nelson Barbudo (PSL), Carlos Bezerra (MDB) e Leonardo Albuquerque (SD); o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM); os deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC), Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB), Silvio Fávero (PSL) e Dilmar Dal'Bosco (DEM); a superintendente do Procon, Gisela Simona (Pros); o ex-ministro Blairo Maggi (PP); o ex-senador Cidinho Santos (PL); o deputado federal Nilson Leitão (PSDB); o ex-governador Pedro Taques (PSDB); o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PSB), o ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) e o vereador por Cuiabá, Mário Nadaf (PV).

CHAPA QUENTE

Sobre a força do agronegócio em Mato Grosso, inclusive na formação de chapas e eleições, Margareth acredita que seu nome pode unir os setores da indústria e comércio com o pujante agro.

“Blairo publicou um artigo meu dizendo que era um artigo da senadora (risos). Quer dizer, as coisas já se movimentaram bastante, mas eu penso assim: a questão, por exemplo, do agronegócio, ele tem vários candidatos: Pivetta, Fávaro, Leitão, Geller, Sachetti... todos candidatos que vêm com esse viés. Não tem como um candidato ao Senado não defender o agronegócio. É a atividade de maior sucesso em Mato Grosso, mundialmente. Eu gostaria que o comércio e indústria tivessem o mesmo sucesso. Só isso.”

De acordo com a empresária, sua possível candidatura ainda não tem uma chapa de suplentes definida, mas ela não escondeu o desejo de unir forças com nomes ligados ao agronegócio.

“Meu nome pode ser uma terceira via. Eu sou da indústria, mas eu acho que consigo conversar bem com todos os setores. Não tem que haver essa divisão no Estado. Tem um grupo que me apoia internamente, mas isso não é o suficiente. Tem que ser construído partidariamente. Sobre suplentes, não foi discutido nada ainda. Todos os apoios são bem-vindos. Meu nome tem trabalho prestado, tem penetração no interior, onde os apoios são importantes para serem construídos, com apoio dos prefeitos, mas isso tem que definir com meu partido”, disse ela.


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