Cuiabá, 18 de Fevereiro de 2020

POLÍTICA
Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018, 14h:02

‘SOU FICHA LIMPA’

Apesar de estar inelegível, Jajah diz que decisão não afeta sua campanha

Luana Valentim

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Após ter o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral, o suplente de deputado estadual, Jajah Neves (SDD) em entrevista à Rádio Capital FM, nessa quarta-feira (19), pontuou que a decisão não afeta em nada a sua busca por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

 

O Tribunal Regional Eleitoral acatou, por sete votos a zero, o pedido feito pelo Ministério Público Eleitoral, para que o registro da candidatura de Jajah fosse indeferido por inelegibilidade superveniente.

 

No dia 22 de agosto, o candidato foi declarado inelegível pelo TRE, junto com seu irmão, o vereador de Várzea Grande, Ademar Freitas Filho (PSDB) para as eleições que se realizarem nos oito anos subsequentes à eleição de 2016. O motivo elencado foi abuso de poder.

 

Portanto, por mais que o registro de candidatura para as eleições 2018 já estivesse regularizado devido à condenação, coube o pedido de inelegibilidade superveniente, feito pelo MP Eleitoral em Mato Grosso.

 

Jajah explica que continua sendo candidato a deputado estadual pedindo voto aos mato-grossenses e que o seu corpo jurídico já entrou com recursos para reverter essa decisão.

 

“Essa decisão é sobre a minha imagem estar no santinho do meu irmão onde eu pedia voto para ele, no momento em que eu estava no exercício do mandato como suplente de deputado na eleição passada”, disse.

 

Jajah destacou que apenas pediu voto a seu irmão, considerando que o juiz teve uma interpretação equivocada e que há várias instâncias a serem recorridas lhe garantindo o direito de ser candidato a deputado e tomar posse caso seja eleito.

 

“Eu sou um candidato Ficha Limpa, nunca respondi um processo na minha vida e vou recorrer a essa decisão”, afirmou.

 

Na última segunda-feira (17), o advogado Almino Afonso- especialista em direto público - assumiu a defesa do suplente de deputado. Ele já advogou para o ex-governador, Blairo Maggi (PP).

 

Em nota veiculada na mídia, Almino ressaltou que a decisão da Justiça Eleitoral é perfeitamente passiva de reforma, inclusive, com julgamento de liminar com efeito suspensivo favorável a Jajah Neves.

 


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