Cuiabá, 25 de Outubro de 2020

POLÍTICA MT
Sábado, 19 de Setembro de 2020, 15h:54

ELEIÇÃO AO SENADO

Para Botelho, Fávaro não representa o povo e Taques não tem chances

Euziany Teodoro
Única News

Assessoria

Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), os candidatos melhor colocados nas pesquisas para a eleição suplementar ao Senado, Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (SD), não devem ser eleitos. Ele teceu críticas aos dois, apesar de o Democratas não ter um candidato próprio.

O DEM não emplacou candidaturas próprias nem para o Senado, nem para as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, as principais do Estado. Acabou compondo com outros partidos. Ao Senado, Júlio Campos (DEM) ocupa a primeira suplência na chapa de Nilson Leitão, do PSDB. Em Cuiabá, coligou com Roberto França (Patriota) e indicou o vice, vereador Marcelo Bussiki. Já em Várzea Grande, acabou indicando o cargo de vice na chapa encabeçada por Kalil Baracat (MDB).

Para Botelho, que não anuncia quem irá apoiar para o Senado, Carlos Fávaro, candidato do governador Mauro Mendes (DEM), não representa, de fato, o povo mato-grossense. Ele é um representante apenas do agronegócio, na opinião do deputado.

“Não vejo nele um representante da Baixada Cuiabana. Não vejo um homem que olha para a agricultura familiar, não o vejo como representante realmente do povo. Então, por isso, não tenho essa afinidade de apoiar um candidato que representa o agronegócio. Tem que representar também o pequeno, o feirante, o trabalhador da área rural”, afirmou, em entrevista neste sábado (19).

Sobre Pedro Taques, que aparece com boa intenção de votos nas pesquisas, Botelho acredita que ele não vença. Aliás, para ele, sua candidatura “não muda nada”.

“Na minha opinião, a entrada de Pedro Taques não muda nada. Não vejo ele como chances reais de ganhar. Ele tem um grande percentual (de votos), ele foi um dos melhores senadores que Mato Grosso já teve. Ninguém discute isso, mas não tem grupo”, avaliou.

As eleições suplementares para ocupar a vaga deixada por Selma Arruda (Podemos), cassada por crimes eleitorais, ocorrem junto às eleições municipais, em 15 de novembro.


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