Cuiabá, 30 de Novembro de 2020

POLÍTICA MT
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2020, 15h:58

TROCA DE FARPAS

‘Fazia 100 reuniões, mas não resolvia nada’, dispara Fávaro contra Taques

Abraão Ribeiro
Única News

Assessoria de Imprensa

O atual senador interino e candidato na eleição suplementar, Carlos Fávaro (PSD), rebateu as críticas que recebeu esta semana do também candidato ao Senado, Pedro Taques (Solidariedade), na manhã desta sexta-feira (9). Taques disse em entrevista que se sentiu “traído” pelo fato de Fávaro ter deixado de ser seu vice-governador no começo de 2018, saindo no “apagar das luzes” e de ter “jantado com ele, apunhalou pelas costas e saiu no dia seguinte”.

Fávaro abriu o jogo e demonstrou descontentamento em relação à forma com que Pedro Taques governava o Estado.

“Taques tinha o apoio de praticamente todo mundo, todo o grupo estava com ele. O Mauro Mendes, então prefeito de Cuiabá, apoiava ele. O vice-governador atual, Pivetta, era apoiador dele. Jayme Campos era apoiador dele. Eu apoiava, me comportava como vice. Foi eu, por exemplo, que em um momento de crise sem precedentes no governo, 60 dias de greve dos servidores do DETRAN, tudo paralisado por falta de diálogo, daí ele me falava ‘já fiz 100 reuniões e não resolve nada’, mas claro que não resolvia. Faltava verdade, olho a olho. Quando ele viajou fora do Brasil, eu assumi como governador, chamei os servidores, o sindicato, e em três dias resolvemos, tudo voltou a funcionar”, alegou Fávaro em entrevista à rádio Capital FM.

O candidato ainda afirmou que a gestão de Pedro Taques “não dava as respostas que deveria dar”.

“Eu percebi, logo no começo... não no primeiro ano, ali a partir do segundo, que a gestão não dava à população as respostas que deveria dar. Mas imagine se eu viesse na imprensa e já falasse tudo isso no começo de uma gestão, o que não iria acontecer? Então segui tentando arrumar o Estado, tentando ajudar. Agora chegou um momento que a gente precisava decidir, se era esse o rumo que ele queria tomar para Mato Grosso ou queria realmente mudança. Portanto, não tem essa questão de apunhalar ninguém, é questão de trabalho, de fazer aquilo que temos de compromisso com o povo”, sentenciou o candidato.

O senador interino falou sobre a questão ambiental. Para ele, Mato Grosso é exemplo de conciliação entre produção rural e preservação.

“Eu que fui secretário estadual de Meio Ambiente posso dizer com toda convicção que não existe esse conflito entre meio ambiente e produção. Ao contrário, somos campeões na produção de grãos, de fibras, carnes e também somos o campeão da sustentabilidade. Temos 67% do nosso território totalmente preservado. Com a ocupação ordenada, investindo em quem está ali, certamente vamos ter o Pantanal equilibrado. E isso é até uma questão de mercado, as pessoas não admitem mais comprar produtos de lugares onde não há sustentabilidade”, pontuou.

Fávaro falou ainda sobre sua relação com seus colegas senadores, em Brasília, e com o presidente da República, Jair Bolsonaro. Afirmou que tem diálogo com todos e é bem articulado, do contrário, não teria conseguido aprovar nada até o momento.

“Eu tenho um ótimo relacionamento em Brasília. E sou do PSD, partido da base do governo, que tem até um ministério. É importante avaliar o que é melhor para Mato Grosso: um senador que defende o estado e ajuda o Governo Federal em todos os projetos importantes – ou um senador de um partido de oposição, ligado ao João Dória, que bate de frente com o presidente”, finalizou.

Carlos Fávaro tem 50 anos e é produtor rural. Ele ingressou na política em 2005. Foi vice-governador do estado entre os anos de 2014 e 2018, durante a gestão de Pedro Taques. Hoje ele ocupa interinamente a vaga deixada pela ex-senadora Selma Arruda.


2 COMENTÁRIOS:







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Jandira silva  10-10-2020 14:50:19
Favaro só ia na sema pra resolver licenças do interesse dele e dos chefes dele. Não trabalhava, quando teve oportunidade de comandar delegou todas as competências. Só queria saber dos contratos vultuosos e das licenças de seu interesse. O resto delegou tudo... não dedicou não despachou... não assumiu a função administrativa, só a função de interesseiro.

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luiz carlos da cunha junior  10-10-2020 09:25:27
O sujo falando do mal lavado----esse cara deveria calar a boca e nao m falar nada de ninguem pq nem eleito ele foi---ta la ocupando cadeira pq foi colocado--NAO FOI ELEITO---e nem vai ser--cale a sua boca e pense antes de falar de qualquer pessoa

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