Cuiabá, 21 de Setembro de 2020

POLÍTICA MT
Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020, 10h:36

ELEIÇÃO SUPLEMENTAR

Com irmãos Campos e Fagundes, Leitão se aproxima de Pivetta para eleição ao Senado

Euziany Teodoro
Única News

(Foto: divulgação)

O ex-deputado federal Nilson Leitão, pré-candidato ao Senado pelo PSDB, já conta com o apoio de dois senadores eleitos, Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL), conseguiu o recuo de Júlio Campos, que deve ficar com a 1ª suplência, e agora segue em busca de uma aliança com Otaviano Pivetta (PDT), vice-governador, que também se colocou como candidato para as eleições suplementares.

Pivetta se lançou candidato em março e espera contar com o apoio do governador Mauro Mendes, que ao lado de Jayme e Júlio Campos, formam a liderança dos Democratas. No entanto, o plano de Leitão é fazer com que ele recue, estabelecendo aliança com os tucanos e afunilando a eleição, que ocorre em novembro.

“Com a vinda do Jayme e do Wellington para esse projeto, muda o cenário. Com os dois senadores legítimos, claro que mexe no tabuleiro. Venho falando com o Pivetta desde janeiro e fevereiro. Ele ainda não abriu mão. Ainda é candidato, mas estamos conversando muito”, explicou Leitão, em entrevista ao Única News.

"Venho falando com o Pivetta desde janeiro e fevereiro. Ele ainda não abriu mão. Ainda é candidato, mas estamos conversando muito", disse

O projeto vem forte e pode minar as chances de Carlos Fávaro (PSD), senador interino, que busca consolidar seu mandato definitivamente. Na segunda-feira (17), Leitão, Jayme e Júlio Campos e Wellington Fagundes fazem uma coletiva de imprensa conjunta, às 10h30, para anunciar o projeto.

“Eu venho conversando desde fevereiro. Tem muita gente falando que sou articulador, mas não articulei nada. Fiz o bom relacionamento, não quebrei pontes. ‘O seu não de hoje, pode ser o sim de amanhã’. Não briguei com quem não ficou comigo em 2018. Vamos continuar conversando até onde der. Na segunda vamos oficializar a declaração e apoio dos senadores”.

Na primeira e segunda suplência de sua chapa ao Senado, ficam Júlio Campos, até então o melhor colocado nas pesquisas de intenções de voto; e Zé Márcio, ex-vereador de Rondonópolis, do PL, partido de Wellington Fagundes. Dessa forma, Leitão une a Baixada Cuiabana, a região Sul do Estado e também o Nortão e Araguaia, sua base eleitoral.

“Um projeto assim dá outro tipo de estrutura. Não houve nenhuma ‘negociação’ entre Jayme, Wellington, eu e Júlio. Eles fizeram uma conta política e decidiram me apoiar. O Júlio Campos estava disparado nas pesquisas aqui em Cuiabá e nas pesquisas do interior eu estou liderando todas. Estou muito animado”, disse.

Leitão lembra que a Região Norte nunca teve um senador em Brasília. “Somos o maior PIB de Mato Grosso e o maior colégio eleitoral, se somar o Médio Norte, com Tangará da Serra. A ação do Jayme e do Wellington, não é só um apoio, mas um gesto político de completar esse anel de representatividade. Eu me sinto representando o Estado inteiro”, concluiu.

Sobre a possibilidade de conseguir o recuo da candidatura e apoio de Pivetta a seu projeto, não esconde a expectativa. “Deus te ouça. Como diz na oração: muitas rajadas de glória e aleluia”, brinca.


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