Cuiabá, 28 de Setembro de 2020

POLÍCIA
Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020, 17h:10

"HAVIA MUITO SANGUE"

Médico chamado por Cestari diz que corpo de Isabele não parecia ter sido arrastado

Elloise Guedes
Única News

(Foto: Arquivo Pessoal)

O médico cirurgião vascular, Manoel Garibaldi Cavalcanti Mello Filho, que esteve na casa da família Cestari, local onde Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, foi morta pela amiga com um tiro, disse em depoimento que o corpo da vítima não parecia ter sido arrastado do banheiro, onde ela foi morta.

De acordo com o depoimento, o médico foi chamado ao local da morte pela família Cestari. Segundo ele, quando chegou ao local do crime, Marcelo Cestari estava fazendo massagem cardíaca no corpo da menina e falando ao mesmo tempo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo celular.

Quando Marcelo viu o médico, ele se afastou para que Manoel fizesse a massagem cardíaca. O procedimento estava sendo indicado pelo socorrista do Samu. Garibaldi disse ao delegado que viu a menina caída no chão do banheiro, com a cabeça dentro do box e, atrás da cabeça, uma poça de sangue. Além disso, na testa de Isabele, do lado direito, havia outra mancha de sangue.

Logo o médico constatou que Isabele estava morta. Garibaldi ainda afirmou que Marcelo Cestari não fez massagem cardíaca na adolescente na frente da mãe e que o procedimento foi encerrado assim que ele chegou, pois confirmou que a menina estava morta.

Ele também disse não ter visto massa encefálica no box do banheiro, somente sangue. Acrescentou, também, que não viu nenhum sinal de arrastamento do corpo.

Ao ser questionado sobre qual seria seu grau de afinidade com Marcelo, o médico disse que conhece a família Cestari há mais de dez anos. No entanto, segundo ele, não têm uma relação íntima de amizade, somente de ‘irmãos da maçonaria’, pois frequentaram a mesma loja maçônica.

O caso

Bel, como era chamada pelos amigos, foi encontrada morta no dia 12 de julho, no banheiro da casa da família Cestari, com um tiro na cabeça. A autora do disparo é a amiga B.O.C., de 14 anos. Ela alega que o tiro foi acidental.

O tiro entrou na região da narina e saiu pela nuca. A arma usada foi uma pistola PT .380, que pertence ao sogro da acusada. Em depoimento, o namorado dela afirma que ele não deixou a arma carregada.

A mãe de Isabele, Patrícia Ramos, disse em depoimento que não acredita que o tiro foi acidental e luta por justiça. A investigação está sendo conduzida por duas delegacias, a Delegacia Especializada na Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DEDDICA) e a Delegacia Especializada no Adolescente (DEA).


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