Cuiabá, 14 de Agosto de 2020

POLÍCIA
Sábado, 01 de Agosto de 2020, 11h:02

COLNIZA

Detenta é suspeita de ser a mandante do sequestro e extorsão de prefeito

Única News
Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu nessa sexta-feira (31) três mandados de prisão contra alvos investigados em inquérito que apura os crimes de sequestro e extorsão praticados contra o prefeito do município de Colniza (1.065 km de Cuiabá), Celso Leite Garcia, de 50 anos.

Um dos alvos foi preso na zona rural do município de Novo Mundo, na região norte do estado. As outras ordens judiciais foram cumpridas contra pessoas que já estão presas por outros crimes, em unidades do Sistema Penitenciário estadual em Lucas do Rio Verde e em Cuiabá.

A ação para cumprimento dos mandados contou com apoio das regionais da Polícia Civil em Nova Mutum e Guarantã do Norte e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

O delegado regional de Juína, Carlos Francisco de Morais, destaca o empenho da equipe de Colniza para investigação e esclarecimento do crime e a integração das unidades da Polícia Civil para o cumprimento dos mandados.

Investigação

Em abril deste ano, o prefeito de Colniza, Celso Leite Garcia, 50 anos, procurou a Polícia Civil relatando que no dia 17 daquele mês, por volta das 18h, foi abordado quando chegava a sua residência. Um veículo modelo Ônix parou na frente da casa e dois homens desceram do carro e o renderam. Armado com uma pistola, um dos homens pediu que a vítima dirigisse para fora da cidade, sendo acompanhado pelo Ônix.

No trajeto, o homem que estava com o prefeito no carro ligou para uma terceira pessoa perguntando o que era para fazer com a vítima. A pessoa ao telefone, que foi identificada nas investigações como a mandante do crime, disse que o prefeito deveria pagar um valor e que estava no cargo somente em virtude da morte do gestor anterior, ocorrida em 2017.

Após esse contato, a vítima foi levada a uma chácara fora da cidade, onde os dois suspeitos esconderam os carros e continuaram cobrando dinheiro do prefeito e insinuando que poderiam matá-lo. A vítima relatou ainda que ficou com os suspeitos por aproximadamente três horas e disse que pagaria o que eles pediram, mas que não conseguiria tudo de uma vez. Após o acordo, os dois homens liberaram o prefeito informando que enviariam uma conta para a transferência do dinheiro e o ameaçaram caso a promessa de pagamento não fosse cumprida ou fizesse denúncia.

Prisões

A partir das informações coletadas, a equipe da Polícia Civil de Colniza, coordenada pelo delegado Henrique Madureira Espíndola, iniciou a investigação e chegou à identificação dos executores e da mandante dos crimes, que está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A mulher é indiciada em outro inquérito sobre o homicídio do ex-prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, ocorrido em dezembro de 2017.

Um dos suspeitos presos nesta sexta-feira pela equipe da Polícia Civil de Guarantã do Norte foi localizado na zona rural de Novo Mundo, na região norte do estado.

O outro suspeito teve o mandado de prisão cumprido no Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde, onde já estava custodiado por outra ocorrência criminal quando foi preso com o carro Ônix utilizado no crime em Colniza.

Além dos mandados de prisão, a Polícia Civil de Colniza cumpriu também buscas na casa da mulher investigada como mandante do crime.

As investigações sobre os crimes praticados contra o atual prefeito de Colniza prosseguem para identificar se há o envolvimento de outras pessoas.

Homicídio de Esvandir Mendes

O ex-prefeito de Colniza, Esvandir Mendes, conduzia uma Toyota SW4 preta quando foi interceptado por dois criminosos em um veículo SUV preto, a cerca de sete quilômetros da entrada da cidade. O veículo dos criminosos foi ao encontro da caminhonete, momento que foram efetuados vários disparos contra Esvandir, que ainda conseguiu dirigir, mas, acabou morrendo dentro do veículo. Outros dois disparos feriram o secretário municipal de Finanças que estava no mesmo veículo. O fato ocorreu por volta das 18h40 do dia 15 de dezembro de 2017.

Cinco pessoas foram indiciadas por envolvimento na morte do ex-prefeito, sendo uma delas a mulher que teve o mandado de prisão cumprido nesta sexta-feira.


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