Cuiabá, 25 de Novembro de 2020

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020, 09h:41

SEXTOU COM S DE SAUDADE

Supermercados de Mato Grosso começam a registrar falta de cervejas

Única News
Da Redação

(Foto: Reprodução)

No último final de semana os supermercados de Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso registraram falta de algumas marcas de cerveja. De acordo com a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), o grande motivo é a falta de matéria-prima para os vasilhames das cervejas.

Desde o início do mês, a falta de alumínio no mercado ficou mais evidente e já afeta a produção de cerveja em todo o país. Entre as marcas que mais estão desfalcadas nas prateleiras está a Heineken long neck.

Por meio de nota, a Asmat explicou que o desabastecimento também afetou outras marcas de cerveja em lata, tendo em vista que o alumínio está em falta.

"Esse desabastecimento, que é chamado de índice de ruptura, tem caído quando se fala em outros produtos, como alimentos não perecíveis. Durante a pandemia, a maior falta de produtos foi registrada em maio, quando 12,57% dos itens não chegaram aos revendedores", explicou a entidade.

As empresas Neogrid e Nielsen, que calculam e fornecem dados do índice de ruptura, reuniu informações homologadas de mais de 25 mil lojas do Brasil. Conforme as empresas, esse problema afeta tanto o estabelecimento no varejo quanto a indústria que fábrica a marca.

“O abastecimento da indústria é responsável por 38% dos problemas encontrados e o varejo responde por 62% dos gargalos. Ou seja, o índice de ruptura é um indicador que interessa a todos os envolvidos”, destaca pesquisa realizada pela Neogrid.

No caso da cerveja, o índice de ruptura chegou a 16% na última medição feita pelas empresas em agosto. O valor é 6% maior que o registrado no mesmo período de 2019. O percentual traz uma média do que tem ocorrido em todo país.

A explicação para a alta ruptura da cerveja está na cadeia produtiva, mais especificamente no fornecimento de vidro e lata para a confecção das embalagens.

“A tendência é que isso vá se normalizando, mas os números ainda apontam que os índices são altos”, destacou a pesquisa.


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