Cuiabá, 31 de Outubro de 2020

CIDADES
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2020, 16h:13

"DESMERECEU PROFISSIONAIS"

Sindicato também repudia comentário de médica picada por jararaca

Elloise Guedes
Única News

(Foto: Reprodução)

O Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat), também emitiu uma nota de repúdio contra o comentário da médica Dieynne Saugo, que foi picada por uma cobra, em uma cachoeira no município de Nobres (a 121 km de Cuiabá). No Instagram, Dieynne afirmou que “se continuasse internada em Cuiabá, morreria”. Essa declaração causou revolta entre os profissionais da saúde na capital.

Para o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), que divulgou ontem uma nota de repúdio contra a médica, Dieynne desmereceu os profissionais que a atenderam em Cuiabá. “Certamente, sem atuação de todos esses profissionais, a Dra Dieynne Saugo não teria condições clínicas de ser transferida para outro Estado,” diz trecho da nota.

O Sindessmat lamentou o posicionamento da profissional. "Para o Sindessmat, a escolha pessoal da paciente não pode balizar a qualificação de nenhuma unidade de saúde de Mato Grosso".

(Foto: Reprodução)

dieynne jararaca

 

Durante um jogo de perguntas que Dieynne fez no Instagram, onde tem mais de 230 mil seguidores, uma internauta perguntou: "Se o seu plano não cobriu, porque não foi para o hospital que cobrisse seu plano?". A médica respondeu: "Porque é óbvio que eu morreria. Nenhum hospital de Cuiabá tem os mesmos recursos dos hospitais de SP. Meu caso não era grave, era gravíssimo".

Dieynne foi transferida por meio de transporte aéreo de Cuiabá para São Paulo, onde está internada até hoje. A família da médica decidiu que ela recebesse o tratamento no Hospital Israelita Albert Einstein, enquanto ainda estava na UTI do Hospital Hospitalar Jardim Cuiabá. Uma vakinha online foi criada por uma irmã de Dieynne para custear o tratamento e o transporte aéreo. O valor final estipulado é em R$ 300 mil. Até agora, já foram arrecadados R$ 228.352,83.

Em sua conta no Instagram, Dieynne emitiu uma nota cobrando que o CRM se retratasse sobre o repúdio. "O Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso, que não teve o cuidado de ouvir-me para entender integralmente os fatos e me expôs de modo gravíssimo, causando mácula indelével à minha pessoa, à minha imagem profissional e à minha família".

Sobre a nota do Sindessmat, a médica ainda não se manifestou.

Veja a nota na íntegra:

O Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat), lamenta o infeliz posicionamento da médica Dieyenne Saugo, picada por uma cobra jararaca no dia 30 de agosto em uma cachoeira em Nobres, que afirmou em sua rede social que: “Porque é óbvio que eu morreria. Nenhum hospital de Cuiabá tem os mesmos recursos dos hospitais de São Paulo. Meu caso não era grave, era gravíssimo”.

Para o Sindessmat a escolha pessoal da paciente não pode balizar a qualificação de nenhuma unidade de saúde de Mato Grosso.

A prova de que Cuiabá tem hospitais de alta capacidade e complexidade, que investem em tecnologia na prestação dos serviços e que garantem a qualidade do serviço em saúde na Capital, é que centenas de pessoas do interior e de Estados vizinhos procuram Cuiabá como centro de referência médica.

Muitas unidades, inclusive, têm certificações de acreditação nacionais e internacionais. São eles o ONA Nível 3 (Excelência), concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) às instituições com excelência em gestão e selos de acreditação internacional canadenses e europeus.

Como entidade representativa das unidades de saúde privadas de Mato Grosso, o Sindessmat lamenta o posicionamento da médica e reforça o seu comprometimento com o atendimento de saúde de qualidade a todos os mato-grossenses.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.


MATÉRIA(S) RELACIONADA(S)




VÍDEO PUBLICIDADE