Cuiabá, 25 de Novembro de 2020

CIDADES
Domingo, 25 de Outubro de 2020, 17h:27

OUTUBRO ROSA

Projeto de lei cria programa 'Vida Nova Mulher Mastectomizada'

Única News
Da Redação

Reprodução/Internet

Cerca de 80% das pacientes brasileiras diagnosticadas com câncer de mama precisam recorrer à mastectomia (cirurgia de remoção da mama) para salvar suas vidas. Com o objetivo de oferecer apoio a essas mulheres em Mato Grosso, o projeto de lei nº 898/2020 cria o programa "Vida Nova Mulher Mastectomizada".

Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), autor da proposta, no Brasil e também no estado, a falta de diagnóstico precoce aliada à demora no acesso a consultas, exames, biópsia e tratamento tem levado muitas mulheres a detectar tardiamente o câncer de mama, gerando esse triste resultado.

“O programa, a ser oferecido pela Secretaria Estadual de Saúde, tem por finalidade apoiar, orientar, tratar, reabilitar e reintegrar pacientes e ex-pacientes carentes acometidos pelo câncer de mama. Neste caso, considera-se carente a mulher cuja renda familiar não ultrapasse três salários-mínimos”, esclarece o parlamentar.

A proposta estabelece a necessidade de equipes multidisciplinares formadas por médicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas com a finalidade de oferecer: amparo psicológico individual e social à mulher mastectomizada, além de local apropriado para realização de reuniões de esclarecimento e a realização de exames periódicos de ultrassonografia e mamografia com a finalidade de controle ou prevenção ao câncer de mama.

“Também temos a preocupação de garantir acesso rápido ao oncologista, proporcionando tratamento farmacêutico, quimioterápico e radioterápico imediato; chegaram muitas denúncias até nós de que a fila da Central de Regulação é uma “caixa de Pandora” e que muitas delas precisam pagar por exames e consultas se quiserem atendimento rápido, precisamos mudar isso”.

Outras garantias do projeto de lei são: aquisição de perucas, lenços, gorros, luvas, próteses externas e sutiã adequado para o seu uso, sendo de bolinhas de isopor, no período imediato pós-operatório e próteses externas de silicone, às pacientes em tratamento quimioterápico; estímulo à criação de grupos que possam oferecer oficinas de artesanato, visando uma interação mais efetiva entre mulheres mastectomizadas, bem como um momento de troca de experiências entre elas.

Números

Uma entre 10 mulheres poderá desenvolver a doença no Brasil, em especial após os 35 anos de idade. Em muitos casos, para controle da doença, faz-se necessária a mastectomização parcial ou total da (s) mama (s) acometidas com o problema. Trata-se de uma intervenção cirúrgica altamente comprometedora para a psique feminina, pois afeta a estética das mulheres, o que em muitos casos reduz muito sua autoestima.

“Como, infelizmente, o câncer de mama em países do terceiro mundo é diagnosticado muito tarde, a mastectomização costuma ser total, causando ainda mais abalos as mulheres que tiveram que passar por este procedimento. Evidentemente, além do tratamento médico, para prevenir o retorno do problema, é fundamental oferecer a essas mulheres um apoio psicológico indispensável”.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.


MATÉRIA(S) RELACIONADA(S)




VÍDEO PUBLICIDADE