Cuiabá, 25 de Setembro de 2020

CIDADES
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020, 19h:25

URGENTE

Mato Grosso perde Adir Sodré, um dos mais célebres artistas da geração

Euziany Teodoro
Única News

Felipe Barros

adri_sodre

 

Um dos mais célebres artistas mato-grossenses das últimas gerações, Adir Sodré, faleceu nesta segunda-feira (10), aos 58 anos.

Segundo a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Sodré sofreu um infarto na frente da casa onde morava e caiu, batendo a cabeça.

O advogado e escritor Eduardo Mahon foi o primeiro a anunciar a perda do artista, que deixa uma lacuna na arte e alegria Cuiabana.

"A arte brasileira ficou mais cinza, pobre, triste! Adir Sodré se despede de nós. Ano terrível", desabafou Mahon.

O secretário de Cultura, Esporte e Lazer do Estado, Alberto Machado, o Beto Dois a Um, emitiu nota de pesar pela morte de Sodré.

"É uma imensa perda para a cultura mato-grossense. Um homem que sempre esteve além do seu tempo. Um artista com um potencial incrível e que teve sua arte reconhecida, não apenas em Mato Grosso, mas no Brasil e no Museu de Arte Moderna de Paris. Adir Sodré fará muita falta para a nossa cultura e para os amigos e familiares”, disse.

O local do velório do artista ainda não foi informado.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), também lamentou a morte do artista e emitiu uma nota de pesar. Pinheiro ainda lembrou as artes realizadas por Sodré pela Capital.

"Infelizmente, perdemos um dos maiores nomes na nossa arte. Adir sempre demonstrou todo seu orgulho por Cuiabá em suas obra. Por meio de suas pinturas, Cuiabá foi transportada para outras cidades, estados e países. Além de um grande artista era uma pessoa muito querida. Nesse momento de dor, nosso desejo é de que o Senhor conforte os familiares, amigos e admiradores”, lamentou o prefeito. 

Histórico

Sodré nasceu em Rondonópolis, em 1962. Pintor e desenhista, em 1977 passou a freqüentar o Atelier Livre da Fundação Cultural de Mato Grosso, orientado por Humberto Espíndola (1943) e Dalva (1935). Nos dois anos seguintes, integra, com Gervane de Paula (1962) e outros artistas, um grupo que procura renovar a arte mato-grossense. Nessa época, participa de exposições coletivas organizadas pelo Museu de Arte e de Cultura Popular da Universidade Federal do Mato Grosso (MACP/UFMT). Participa também, entre outras, das coletivas Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), Rio de Janeiro, em 1983, e Modernidade, Arte Brasileira no Século XX, no Museu de Arte Moderna de Paris, em 1987. Em sua produção aborda temas relacionados à cultura regional e questões acerca dos povos indígenas.


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