Cuiabá, 22 de Setembro de 2020

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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020, 19h:57

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Mãe de Isabele revela saudade, sonhos perdidos e clama por Justiça

Euziany Teodoro
Única News

(Foto: Reprodução)

A família e amigos de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, morta há exatamente um mês, no condomínio Alphaville I, em Cuiabá, se reuniram hoje em uma carreata para se despedir da menina, homenageá-la e também clamar por justiça.

Uma investigação marcada por contradições vai chegando a pontos cruciais, com laudos e depoimentos que trazem mais detalhes à tona. O principal deles: ao contrário do que disse a atiradora, outra adolescente de apenas 14 anos, amiga de Isabele, o tiro não pode ter sido acidental.

Durante o evento, a mãe de Isabele, Patrícia Ramos, abatida e emocionada, falou sobre como a filha era, os sonhos perdidos e a saudade que fica.

“A Isabele era uma menina doce, querida, era sorridente. Na minha casa era ela que trazia calor, que trazia alegria. Eu sou mãe, eu sou suspeita, mas minha filha era ingênua, era uma menina que não tinha intrigas, não tinha desavenças. Esse é o motivo do tamanho da minha indignação, desde o primeiro momento em que pisei naquela cena de crime. Minha filha foi morta, volto a dizer, por um motivo fútil. Ela foi assassinada por um motivo fútil, não tem outra resposta”, disse Patrícia, em entrevista à imprensa.

Reprodução

Isabele homenagem carreata

 

Segundo ela, a filha estava no auge da adolescência, queria viajar e conhecer o mundo. “O sonho dela era viajar. Era morar fora. Ela estava no auge da adolescência. Esse ano ela completaria 15 anos e a gente tinha preparado muitas coisas para ela, muitas surpresas. Com isso, ela perde todos esses sonhos, toda a esperança de vê-la crescer e se tornar alguém. É devastador!”.

Patrícia pede que a justiça seja feita, que a polícia e o Ministério Público tragam a verdade à tona e acredita que muitos estão agindo para manter uma mentira, de que a morte foi acidental.

“Assassinaram a minha filha. Não foi só a B. (suspeita do crime) que disparou. São todas as pessoas que estão agindo em torno dessa história mentirosa, de que foi um tiro acidental, porque não foi um tiro acidental. Foi um assassinato torpe, por um motivo fútil. É isso que eu acredito. Eu queria dizer que essas pessoas estão sendo cúmplices e o motivo da nossa carreata é para promover a nossa indignação. Essas pessoas estão soltas. Eu e minha família estamos destruídos, despedaçados, mas essa garota que atirou na minha filha, ela não teve os planos da vida dela mudados, a escola. Nós estamos aqui conclamando a Justiça, conclamando a polícia e o Ministério Público, que hajam de maneira célere, que trate a gente com honestidade, com respeito. O que mais é preciso, quantas provas são necessárias para mostrar que isso não passa de uma farsa? Eu estou aqui até o último dia da minha vida, não vou descansar, não vou medir esforços, nem a minha família. Vou ficar esperando esse momento em que essas pessoas realmente vão ser punidas”, desabafou.

Por fim, Patrícia agradeceu as mensagens de apoio de todos, conhecidos ou não, que lhe dão forças para levantar todos os dias.

“Sei que essas mensagens, essas reações, têm chegado de alguma maneira para nós e têm me dado forças, nesse momento, porque tem dias que eu acordo e realmente não sei se vou conseguir. Mas, todas essas pessoas que estão aqui, com certeza colaboraram de alguma maneira para que eu me esforce todo dia, levante a minha cabeça por elas e pelo meu filho”.


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