Cuiabá, 25 de Setembro de 2020

CIDADES
Segunda-feira, 20 de Julho de 2020, 13h:04

OPERAÇÃO FAUSTO

Juiz nega prisão preventiva e homem que escondeu R$ 7 mil em colchão é solto

Com Assessoria
Única News

(Foto: PF-MT)

O juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, negou o pedido de prisão preventiva de M.F.N., um dos alvos da Operação Fausto, deflagrada em 8 de julho pela Polícia Federal. A operação investiga um grande esquema de lavagem de dinheiro.

No dia do cumprimento da prisão temporária, os policiais federais encontraram R$ 7 mil dentro do colchão de M.F.N, numa casa de luxo no bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

Ao todo, 7 pessoas foram presas no dia da operação. Cinco pessoas tiveram a prisão temporária convertida em preventiva e, além de M.F.N., outra pessoa também foi solta para responder ao caso em liberdade.

As investigações da PF apontam que M.F.N. ajuda a "lavar" o dinheiro da suposta organização criminosa por meio de uma empresa de turismo. "Tudo indica que, por meio dessa empresa, M.F.N. realiza compra de dólares com o dinheiro do tráfico usando o esquema conhecido como “boletagem”, pelo qual injeta dinheiro na Intercontinental Turismo, a qual, por sua vez, reabastece os membros da organização criminosa, como evidenciado quanto aos demais requeridos", diz trecho da decisão.

(Foto: PF-MT)

operação fausto

 

No entanto, o magistrado considerou as argumentações da defesa do investigado, feita pelos advogados Artur Barros Freitas Osti e Greicy Teixeira Alves, de que não existe nenhum fato recente que o liga a organização criminosa. Nem mesmo os documentos apreendidos nos mandados busca e apreensão apontam que M.F.N. tenha alguma ligação recente com o grupo que segue preso.

A defesa ainda comprovou que o investigado, em nenhum momento, atuou para ocultar ou destruir provas, nem representa risco às testemunhas ou a ordem pública, podendo responder ao caso em liberdade. "A despeito dos indícios de seu envolvimento com associação criminosa voltada para o tráfico de drogas, especificamente em relação a esse investigado, nenhum fato contemporâneo foi revelado com as provas apreendidas por ocasião do cumprimento do mandado de busca e apreensão, assim como não se teve notícia até o presente momento de nenhuma circunstância reveladora de comportamento voltado a trazer prejuízo para a instrução processual, como ocultação, destruição ou extravio de provas".

Desta forma, Schneider rejeitou o pedido da PF em manter M.F.N. preso. "Entendo que as mesmas razões que levaram ao indeferimento do primeiro pedido de prisão preventiva permanecem presentes, isto é, a falta de contemporaneidade dos fatos, somada à circunstância de que o cumprimento dos mandados de busca e apreensão não revelaram nenhum fato atual", finalizou.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.


MATÉRIA(S) RELACIONADA(S)




VÍDEO PUBLICIDADE