Cuiabá, 04 de Julho de 2020

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2020, 10h:48

CONJUNTO DE FATORES

Casos de Covid-19 devem dobrar nos próximos 15 dias, segundo secretário

Euziany Teodoro
Única News

Reuters

Os casos confirmados de Covid-19 devem dobrar nos próximos 15 dias, segundo previsão do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. Com a flexibilização e retomada das atividades econômicas, o pico da doença deve ser sentido nas próximas semanas.

Em uma semana, entre a quinta-feira da semana passada, dia 21, até essa quinta, dia 28, foram 900 casos a mais confirmados e 20 óbitos.

No dia 21, haviam 1.187 casos confirmados de Covid-19 e 34 óbitos em Mato Grosso. Já nessa quinta, 28, foram registrados 2.085 casos e 54 mortes.

“Vai continuar aumentando, com a flexibilização, muito provavelmente vai aumentar, é uma questão lógica. Não precisa ser especialista para chegar a essa conclusão. Nos próximos dias o aumento de casos será significativo. Em 15 dias, provavelmente, vamos dobrar o número de casos em Mato Grosso”, avisou Gilberto Figueiredo.

Segundo ele, o avanço da doença no Estado se dá por um conjunto de fatores. “Nunca existe uma condicionante só. Existe um conjunto de condicionantes, que aumentam ou diminuem os números de casos. Se alguém resgatar as últimas lives que fiz, eu avisei que haveria um aumento de casos por vários desses fatores, como a flexibilização de isolamento, a sensação das pessoas de que nós estamos bem, de que somos o penúltimo estado no país, então ‘aqui a pandemia é uma coisinha à toa’, disse o secretário.

Ele criticou os incrédulos, que continuam a vida social normalmente. “Aí as pessoas relaxam, começam a fazer festa, começam a fazer reunião, a sair mais para a rua, não usam adequadamente a máscara, não faz mais a mesma higienização de mãos como estava sendo no começo. Aí chega o inverno, existe uma interrogação: se no inverno o vírus é mais resistente ou não. Achávamos, que pela força do calor na nossa região, isso seria positivo para nós. Enfim, é um conjunto.”

Figueiredo lembra que cada pessoa, mesmo não sendo do grupo de risco, é um agente contaminador quando tem acesso ao vírus e passa a doença para pessoas vulneráveis, especialmente os idosos.

“O número de pessoas não infectadas é muito maior do que das pessoas infectadas, mas cada pessoa infectada é um agente em potencial, que pode infectar de duas a cinco pessoas, dependendo do movimento que ele faz na vida social. Então, a medida que nós vamos tendo mais gente infectada, temos mais agentes infectantes”.


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