Cuiabá, 20 de Novembro de 2018

MINISTRO DA SEGURANÇA

Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018, 10h:19 - IMPRIMIR | comentar (01)
A | A

compartilhar

"Risco é que se perca o foco", diz Raul Jungmann sobre o fim do Ministério da Segurança

Ministro da Segurança Pública defendeu a criação da pasta e afirmou que houve conquistas inéditas no setor. Em sua avaliação, a volta do ministério para o guarda-chuva da Justiça não necessariamente significará um retrocesso, mas há o risco de que se per

Rádio CBN

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

 

O ministro da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou, nesta sexta-feira (9), em entrevista à CBN, que a criação da pasta, há oito meses, trouxe feitos inéditos para o setor. "Nós tivemos a maior conquista dos últimos anos que foi ter tornado lei um sistema unificado de segurança pública", defendeu.



Questionado se a volta do ministério para o guarda-chuva da Justiça poderia significar um retrocesso, Jungmann avaliou que isso "depende do rumo que será tomado por Sérgio Moro". O ministro acredita que o juiz tenha competência para levar esse trabalho adiante, mas fez uma ponderação: "O risco que se tem é de que, voltando para um ministério ampliado, se perca esse foco, que é inédito na história do nosso país".


O ministro avaliou que a ida de Moro para o Ministério da Justiça não enfraquecerá a Lava-jato. "A operação segue o seu rumo necessário e persegue o seu objetivo, que é atacar a corrupção", afirmou.


Em relação às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco, Jungmann disse que tratou do assunto com Moro e que depoimentos indicam que há uma articulação criminosa que estaria tentando impedir que o crime fosse elucidado. "O assassinato de Marielle pesa sobre o Brasil e é um bárbaro crime que precisa ter seus responsáveis punidos", defendeu.



O ministro da Justiça falou ainda sobre o sistema penitenciário brasileiro, e defendeu que a discussão sobre Segurança Pública não pode ser só entre a rua e a porta da penitenciária. "Para mim, o maior problema da segurança pública está dentro do sistema prisional", afirmou. Em sua avaliação, tirar os criminosos da rua e colocar dentro de prisões significa ampliar o exército das facções criminosas. "É preciso reduzir as superlotação e que não se use sempre o recurso do regime fechado", concluiu.

Fb

Compartilhe esta notícia com os seus amigos

0 Comentário(s).

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

COMENTAR ESTA MATÉRIA
FECHAR

Edição Atual

Ed. Outubro 2018

ASSINAR LER A REVISTA MAIS



vídeo publicidade


Av. Historiador Rubens de Mendonça, 1731 - Cuiabá MT

arte@unicanews.com.br