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Terça-feira, 06 de Fevereiro de 2018, 11h:51 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Justiça britânica mantém ordem de prisão contra Julian Assange

G1

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Uma juíza britânica negou nesta terça-feira (6) a suspensão da ordem de prisão contra Julian Assange por ter violado os termos de sua liberdade condicional quando se refugiou na embaixada equatoriana há mais de 5 anos.

 

Assang buscou refúgio na embaixada equatoriana fugindo de um mandado de prisão europeu porque a Suécia o reivindicava como suspeito de crimes sexuais cometidos em 2010. A Justiça sueca arquivou a investigação, mas a polícia britânica ainda quer prendê-lo por violar os termos de sua liberdade condicional em 2012.

 

"Não estou convencida de que seja preciso retirar a ordem", afirmou a juíza Emma Arbuthnot.

 

'Sem propósito'

 

Em uma audiência na semana passada, o advogado do fundador da Wikileaks, Mark Summers, disse que o mandado de prisão "perdeu o propósito e a função".

 

Summers estimou que Assange vivia em condições "semelhantes ao encarceramento" e que sua "saúde psicológica se deteriorou".

 

No entanto, o promotor Aaron Watkins considerou "absurda" a demanda de Assange, que teme sair da embaixada e acabar em uma prisão dos Estados Unidos por ter vazado milhares de segredos oficiais deste país.

 

Prioridade dos EUA

 

No ano passado, o procurador-geral Jeff Sessions afirmou que a prisão do fundador do Wikileaks era "uma prioridade".

 

A demanda da Assange acontece pouco depois do Equador lhe conceder cidadania e status diplomático. O Reino Unido indicou, no entanto, que tal procedimento não alterava a situação jurídica de Assange.

 

"O Equador sabe que a única maneira de resolver esta questão é que Assange deixe a embaixada para enfrentar a justiça", afirmou um porta-voz do ministério das Relações Exteriores britânico.

 

A situação de Assange tornou-se "uma pedra no sapato" do Equador, de acordo com seu presidente Lenín Moreno, que herdou o problema de seu antecessor e agora inimigo Rafael Correa.

 

Em várias ocasiões, o governo de Quito criticou o fato de seu hóspede interferir em assuntos de países terceiros, como nas últimas eleições dos Estados Unidos -- nas quais o Wikileaks divulgou mensagens comprometedoras da campanha da candidata Hillary Clinton -- ou na recente crise política na Catalunha, onde se posicionou em favor dos independentistas.

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