Cuiabá, 20 de Outubro de 2018

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Terça-feira, 02 de Outubro de 2018, 09h:40 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Ciro Gomes fala em 'precipício de radicalização' e diz que propõe 'outro caminho' ao Brasil

Candidato do PDT concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (2) à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG).

Por G1
Brasília

(Foto: Reprodução)

 

O candidato do PDT a presidente, Ciro Gomes, disse na manhã desta terça-feira (2) em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG), que o Brasil está diante de um "precipício de radicalização" e quer propor ao país um "outro caminho".

 

"Eu vim em Minas Gerais pedir a Minas Gerais para ajudar o Brasil a se livrar dessa dança na beira do precipício que é este enfrentamento radicalizado para qual está sendo levado o país", disse o candidato.

 

"Vou lutar até as 17h do dia 7 de outubro porque sinto em mim a responsabilidade de salvar o Brasil desse precipício de radicalização", afirmou Ciro Gomes quando perguntado sobre o resultado da última pesquisa de intenção de voto.

 

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (1º) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Nesta pesquisa, Ciro Gomes aparece em terceiro lugar, com 11% das intenções de voto, atrás do candidato do PT, Fernando Haddad, com 21%. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, lidera a disputa, com 31%.

 

'Outro caminho'

 

"O povo brasileiro, com muita razão, está muito desconfiado da política. Está muito descrente, muito revoltado, e sobram razões para o nosso povo estar sofrendo tudo isso", disse.

 

"O Brasil está radicalizado e isso é o que esta acontecendo desde 2014. Eu não entrei nessa luta porque achava que ia ser fácil e eu estou tentando propor ao país um outro caminho. Portanto, eu tenho que sair dando cotovelada numa festa para a qual eu não fui convidado", afirmou.

 

Adversários

 

Ciro Gomes foi questionado sobre o impacto, em sua opinião, das declarações de Antonio Palocci – ex-ministro dos governos Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva – na campanha de Fernando Haddad (PT). As declarações de Palocci, em acordo de delação premiada, vieram à tona depois que o juiz Sérgio Moro levantou parte do sigilo do processo.

 

Entre as declarações de Palocci, ele disse em que o ex-presidente Lula indicou Paulo Roberto Costa para a Petrobras com o objetivo de "garantir ilicitudes" na estatal. Disse, ainda, que Lula usou o pré-sal para conseguir dinheiro para campanhas do PT e que as duas campanhas de Dilma Rousseff para a Presidência custaram R$ 1,4 bilhão, mais do que foi declarado à Justiça Eleitoral.

 

"Esse filme nós não já vimos? Será que nós vamos aguentar continuar essa novela? A novela do Petrolão, do Mensalão. Será que o Brasil não precisa mudar o assunto? Precisamos tratar de desemprego, de violência, de educação dos nossos filhos. É isso que eu estou tentando me esforçar para fazer", afirmou Ciro Gomes.

 

"Na minha opinião, é preciso que o PT ceda lugar para outro caminho para o país para a gente desarmar os espíritos, se não, nós vamos produzir essa aberração que é um militar, extremista, despreparado, que nunca administrou nem um pequeno boteco. O Bolsonaro, vamos ter clareza, foi 28 anos deputado federal do Rio de Janeiro, onde está o epicentro da corrupção, da violência, das facções criminosas. Ele nunca deu um dia de serviço. Ele representa pelo extremismo, pela radicalização, a negação dessas contradições do PT. Será que é isso que resta para o nosso país?", concluiu o candidato.

 

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