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Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2018, 11h:06 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Chance de divórcio pode ter influência genética

Um novo estudo mostrou a influência genética nos casos de divórcios que se repetem entre gerações da mesma família

Opinião e Notícia

(Foto: Pixabay)

 

 

É comum que os filhos de pais divorciados também se divorciem. Mas não se sabe se essa tendência é resultado da educação, de uma repetição na vida adulta de comportamentos aprendidos com os pais em um determinado ambiente familiar, ou se é uma característica da natureza deles, uma herança genética que influencia o comportamento. Agora, um novo estudo de Jessica Salvatore e Kenneth Kendler, do Virginia Institute for Psychiatric and Behavioural Genetics, publicado na revista científica Psychological Science, confirmou a importância dos genes na incidência de divórcios em uma mesma família.

A pesquisa de Salvatore e Kendler baseou-se na consulta aos registros nacionais suecos. Esses bancos de dados armazenam informações sobre sexo, ano de nascimento, ano de óbito, estado civil, registros criminosos, educação e dependência de álcool de todos os habitantes da Suécia. Eles também contêm detalhes dos pais biológicos e adotivos de crianças adotadas.

Com base nesses dados, os pesquisadores analisaram registros de casamentos de 19.715 crianças adotadas, com o objetivo de verificar a frequência de divórcios e se as separações relacionavam-se aos divórcios dos pais adotivos e biológicos. Essa análise mostrou que essas crianças tinham 20% mais propensão a se divorciarem se seus pais biológicos fossem divorciados, mas a separação dos pais adotivos não tinha influência em seu comportamento na vida conjugal.

Em seguida, Salvatore e Kendler examinaram o histórico de irmãos biológicos e adotivos criados nas mesmas famílias. Como previsto, constataram que os irmãos biológicos tinham uma tendência a se divorciarem em uma repetição de casos anteriores na família, o que não acontecia com os irmãos adotivos. O estudo também mostrou que o divórcio de um irmão biológico influenciava em 20% a decisão dos demais irmãos a se separarem.

Segundo Salvatore e Kendler, esses resultados indicam que os fatores genéticos desempenham um papel importante na incidência de divórcios entre gerações de uma mesma família e que esse fato era determinante no tipo de apoio psicológico oferecido a pessoas cujos pais eram separados, biológicos ou adotivos.

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