Cuiabá, 18 de Dezembro de 2018

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Terça-feira, 06 de Novembro de 2018, 14h:12 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Audiência pública deve debater o aumento dos casos de feminicídio em MT

Da Redação

(Foto: Reprodução/Web)

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A Assembleia Legislativa deve realizar uma audiência pública, a pedido do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), nesta quinta-feira (8), no auditório “Deputado Milton Figueiredo”, às 14 horas, para debater o alto índice de feminicídio e as políticas públicas para enfrentar a violência contra a mulher em Mato Grosso.

 

A audiência contará com a presença dos deputados estaduais, Conselho dos Direitos da Mulher, Conselho e Assistência Social, Delegacia da Mulher, Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Secretário de Direitos Humanos, Centro de Referência de Direitos Humanos, Comandante da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Diretor Geral da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso.

 

E também acadêmicos de Direitos e Serviço Social das Universidades UFMT, Unic, Unirondon, Univag, Icec, OAB-MT, Corpo de Bombeiros, Ministério Público Federal, Unopar, Unip, Faculdade Anhanguera, Secretaria Estadual de Assistência Social - Setas, Secretaria Municipal de Bem Estar e Social de Cuiabá e Várzea Grande, CRES - Conselho Regional de Serviço Social, coordenadoria do Núcleo de Defesa da Mulher em Mato Grosso, além da defensora pública, Rosana Leite Antunes de Barros e representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) em defesa da mulher.

 

De acordo com o deputado, a audiência pública é importante para encontrar caminhos para combater a violência contra a mulher. O parlamentar se baseia nos casos que vem ocorrendo em Mato Grosso nos últimos anos.

 

O caso é tão grave que 66 mulheres foram assassinadas de janeiro a outubro deste ano. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp) ainda apontaram que, no mesmo período, no ano anterior (2017), as mortes chegaram a 70. Segundo o levantamento da Sesp, 50% dos assassinatos foram passionais, ou seja, praticados por pessoas que tiveram vínculo amoroso com a vítima.

 

O levantamento mostra que os assassinos utilizaram arma de fogo nos 44% das mortes e 27% das mortes foram provocadas por arma branca. Os outros 29% dos homicídios foram provocados por tros meios. Várzea Grande está na liderança de mortes femininas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a 15 de outubro de 2018 foram registrados seis assassinatos.

 

Cuiabá, Sinop, Rondonópolis tiveram cinco casos em cada município. Poxoréo e Tangará da Serra, cada cidade com três mortes. Já Pontes e Lacerda, Feliz Natal, Campo Novo do Parecis, Colíder e Nova Mutum tiveram dois homicídios cada uma. Outras 29 cidades do Estado tiveram cada uma um caso de feminicídio este ano.

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