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Zuquim se ausenta e julgamento de empresários presos na Bônus é adiada

Claryssa Amorim
Da Redação

(Foto: TJ- MT)

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O julgamento de dois agravos regimentais para libertar os empresários José Kobori e Roque Anildo Reinheimer, presos na operação Bônus, foi adiado nesta quinta-feira (12), pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ). Os dois são suspeitos de desviar R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), por meio de contratos.

 

A Bônus, deflagrada em maio, é a 2ª fase da operação Bereré deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além dos empresários, foram presos os primos do governador Pedro Taques (PSD), o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, seu irmão Pedro Jorge Zamar Taques, como também o ex-deputado democrata Mauro Savi (DEM).

 

Com a ausência justificada do relator do caso, desembargador José Zuquim Nogueira, o julgamento foi adiado previsto para daqui 15 dias.

 

Sendo assim, os empresários terão que continuar presos, pois o julgamento deve ser colocado novamente em pauta na próxima sessão do Pleno. A previsão é que o julgamento deles seja no dia 26 deste mês.

 

De acordo com o Ministério Público Estadual, os desvios ocorreram entre 2009 e 2015, quando Savi seria o principal líder do esquema e foram realizados por meio da empresa EIG Mercados, que prestava serviços ao Detran, no registro de financiamento de veículos em alienação fiduciária. Além de outra - Santos Treinamento -, responsável por lavar o dinheiro desviado.

 

O dinheiro chegava a políticos do Estado - como o ex-governador Silval Barbosa, o deputado estadual Mauro Savi, além do ex-deputado federal Pedro Henry -, por meio de depósitos bancários e pagamentos em cheques promovidos pelos sócios da Santos Treinamento, como Claudemir Pereira, também conhecido como “Grilo”.

 

A operação

 

A operação Bônus deflagrada em maio implodiu esquema realizado dentro do Detran, supostamente liderado por Savi, que está preso há dois meses no Centro de Custódia de Cuiabá. Ela iniciou no órgão estadual no governo do ex-gestor Silval Barbosa, atualmente sem partido e continuou na administração do governador Pedro Taques (PSDB), envolvendo empresários e políticos.

 

Seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília, foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), por meio do desembargador José Zuquim Nogueira. O esquema foi denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), Atônio Barbosa, em delação já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

No depoimento de sua delação, ele disse que o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) teria se beneficiado com valores autos com um esquema no Detran. Ainda conforme seu depoimento, os fraudes foram no serviço de gravames de veículos (registro de contratos de financiamento), através de uma empresa ligada a ele.

 

Também foram citados por Atônio, os parlamentares Ondanir Bortolini Nininho (PSD), Baiano Filho (PSDB), Romoaldo Júnior (MDB), Wilson Santos (PSDB) e José Domingos (PSD). Eles estão sendo investigados.

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