Cuiabá, 19 de Março de 2019

POLÍTICA
Quarta-feira, 13 de Março de 2019, 18h:01

CPI DA SANTA CASA

Vereadores decidem pedir intervenção na Santa Casa de Misericórdia

Euziany Teodoro
Única News

(Foto: Reprodução)

A CPI da Santa Casa, que corre no âmbito da Câmara de Vereadores de Cuiabá, ouviu, nesta quarta-feira (13), o ex-presidente da unidade hospitalar, Antonio Preza. Após a oitiva, os membros da CPI decidiram pedir intervenção na unidade hospitalar ao Executivo Municipal.

“Esse é um instrumento que tem a anuência de 21, dos 25 vereadores da Casa. Com a oitiva de hoje, precisamos tomar medidas urgentes. Ações precisam ser empreendidas, porque temos vários pacientes precisando de cuidados médicos e a Santa Casa não pode continuar com as portas fechadas. Por isso vamos pedir a intervenção”, explicou o vereador Chico 2000, relator da CPI.

Hoje deveria ter sido o último dia de oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito. No entanto, os vereadores decidiram chamar mais pessoas para prestar esclarecimentos.

Preza foi ouvido sobre as acusações de que vários serviços foram pagos pela Prefeitura de Cuiabá e nunca cumpridos, como exames e leitos de retaguarda. “Se fazem necessárias outras oitivas depois do depoimento do Dr. Preza, como novamente o secretário de Saúde, Luiz Antonio Possas”, explicou Chico 2000.

Durante a oitiva de hoje, o vereador Toninho de Souza, membro da CPI, apresentou uma análise na folha de pagamento da Santa Casa que revelou que vários funcionários da unidade teriam recebido salários altíssimos, entre R$ 14 mil e R$ 40 mil. Entre estes funcionários, estariam familiares de Antônio Preza.

Preza negou as acusações. “Estou muito satisfeito de estar aqui (na oitiva) e poder esclarecer esses absurdos e inverdades. Nunca houve salário de R$ 40 mil na Santa Casa e todos os pontos levantados nas notas emitidas pela Prefeitura de Cuiabá são mentiras”, disse.

Ele se refere a notas enviadas à imprensa em que a Prefeitura de Cuiabá afirma que a Santa Casa deve mais de R$ 24 milhões em adiantamentos de serviços que não foram feitos. Ainda de acordo com a Prefeitura, as informações estão sendo investigadas pela Delegacia Fazendária (Defaz) e pelo Ministério Público.

A direção da Santa Casa alega que a Prefeitura deixou de repassar recursos referentes a emendas parlamentares federais. Por outro lado, a Prefeitura não pôde fazer o repasse porque a Santa Casa estava impedida de receber.

Nesta terça-feira (12), o Ministério da Saúde confirmou que a Santa Casa de Misericórdia não poderia receber o repasse de R$ 12 milhões de emenda. A Santa Casa não tinha condições de receber o recurso, pois o limite de indicação de emendas para a unidade já estava comprometido.


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