Cuiabá, 20 de Novembro de 2017

GRAMPOS

Sexta-feira, 14 de Julho de 2017, 11h:42 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Stringeta afirma que ofício de Curvo é uma tentativa de intimidação

por Lara Belizário/ Única News

(Foto: PJC)

 

Na manhã desta sexta-feira (14), durante entrevista a uma rádio da Capital, o delegado da Polícia Judiciária Civil (PJC), Flávio Henrique Stringueta, afirmou que ofício do procurador-geral da justiça, Mauro Curvo, demonstra que o mesmo é contrário a continuidade das investigações na PJC, que apuram os grampos ilegais em Mato Grosso.

 

O ofício, confidencial, foi enviado pelo Ministério Público, por meio do procurador Mauro, e pedia que o Stringueta o enviasse dentro de 24h, todos os documentos referentes a apuração sobre os grampos telefônicos. O que, segundo o delegado, não aconteceu.

 

"Eu jamais faria isso, entregar as investigações, eu tenho que inicialmente dar satisfação ao Judiciário e encaminhei a eles o pedido do procurador Geral. O desembargador, Orlando Perri deve analisar este assunto", afirmou o delegado.

 

Durante a entrevista,  o delegado afirmou que ficou consternado e assustado com a sugestão de crimes cometidos por ele durante o processo de investigação, que é legal. 

 

"Diante de uma inexistência completa de espaço típico, referente a esses crimes por ele atribuídos, seria algo que nem mereceria uma resposta. No entanto, como o ofício vazou é bom que a gente fale que em nenhum momento, nenhum delegado da PJC atuou em dissonância com a legislação pátria já que estamos atuando por determinação e essa determinação é manifestamente legal. Eu não poderia deixar de cumprir uma ordem quando existe uma manifestação legal para ela", afirmou.

 

O delegado, ainda acrescentou que, ao redigir o ofício, Mauro Curvo dá impressão de um total desconhecimento legal, e um total desconhecimento da legislação pátria. Em defesa, ele alega que os encarregados estão atuando por atribuição.

 

Segundo ele, o desembargador, Orlando perri, determinou ao delegado geral da PJC que nomeasse alguém, algum delegado da instituição, para fazer as investigações.

 

"O que eu vi neste ofício é uma tentativa de intimidação aos delegados que estão tentando simplesmente trazer a verdade a sociedade. Isso nos foi designado e não temos nenhum receio de continuar essa atribuição", declarou Stringueta.

 

 

Depoimento de Tatiana Sangalli

 

Na última quinta-feira (13), o delegado Stringueta tomou o depoimento da Tatiana Sangalli, uma das pessoas interceptadas com grampos ilegais. Durante a entrevista, ele também afirmou que as declarações da suspeita foram esclarecedoras para prosseguir com as investigações.

 

"Eu não posso entrar muito em detalhes porque está sob sigilo, mas posso garantir que ela trouxe muito esclarecimento para aquilo que nós pretendíamos. Inclusive são convicções, e não certezas, da participação dois ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo taques, nos grampos", afirmou.

 

Questionado se o depoimento confirmou a tese de que o Paulo Taques teria envolvimento nos grampos ao solicitar as escutas alegando riscos contra vida do Pedro, o delegado garantiu que não. Ele ainda explicou que ao que tudo indica, o início das gravações da Tatiane começaram em outubro de 2014, antes de Pedro Taques, tornar-se governador. (Com informações da Rádio Capital FM 101.9)

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