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Quarta-feira, 13 de Junho de 2018, 10h:10 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Sem saída, ex-prefeito procurado por estuprar cinco crianças se entrega

Elloise Guedes

(Foto: Reprodução)

prefeito estuprador de dom aquino- Eduardo Zeferino.jpg

 

Se entregou à polícia, o ex-prefeito Eduardo Zeferino, após condenação, em 2015, a 34 anos e seis meses de prisão por ter estuprado cinco crianças de idades entre 7 e 11 anos.

 

Zeferino, ex-gestor do município de Aquino (166 km ao Sul de Cuiabá), se apresentou à Civil em Rondonópolis (212 km ao Sul), no final do dia, da última terça-feira (12). E foi encaminhado para o presídio Major Eldo Sá Corrêa, conhecido como Mata Grande.

 

Em julgamento no dia 16 de novembro de 2016, os desembargadores Pedro Sakamoto e Rondon Bassil Dower Filho acompanharam o voto do relator, desembargador Alberto Ferreira de Souza, que seguiu entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que esgotados os recursos em segunda instância, cabe a execução provisória da pena, não prevalecendo mais a necessidade do trânsito em julgado (sentença definitiva e irrecorrível).

 

As acusações de abuso sexual chocaram os habitantes de Dom Aquino, quando eles vieram à tona em junho de 2011, e Eduardo Zeferino ainda era prefeito. Ele chegou a ficar 40 dias presos a pedido do Ministério Público Estadual, que entendeu existir elementos suficientes de atos de pedofilia.

 

Oito meses depois, foi oferecida denúncia criminal. O processo tramitou em segredo de Justiça pois prefeitos detém foro por prerrogativa de função na esfera criminal. Os crimes teriam ocorrido em 2005, de acordo com MPE, ainda que tenham sido denunciados cinco anos mais tarde, pelas mães das vítimas.

 

Durante as investigações, o promotor José Antônio Borges pediu a prisão do suspeito, mas o pedido foi negado sob o argumento de insuficiência de provas. Ele então solicitou que a Polícia Civil abrisse inquérito para investigar as denúncias.  

 

As investigações foram conduzidas primeiramente pelo delegado Vitor Hugo Teixeira e, depois por Fernando Vasco Spineli Pigozzi, da Polícia Civil de Campo Verde. O inquérito foi concluído em agosto e encaminhado para o Ministério Público Estadual. Apesar de ter negado todos os crimes, Zeferino foi indiciado pelo crime de atentado violento ao pudor.

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