Cuiabá, 21 de Agosto de 2018

LEGENDA PARA TAQUES

Sexta-feira, 01 de Junho de 2018, 15h:09 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Sem decisão de Mauro, Botelho volta a cobrar DEM sobre rumo político

Marisa Batalha

(Foto: Gcom-MT)

Botelho e Taques.jpg

 

Um dos mais fiéis escudeiros do governador tucano, Pedro Taques, o presidente da Assembleia Legislativa, o democrata Eduardo Botelho, voltou a alfinetar – ainda que de forma elegante e subliminar - o seu colega de legenda, o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. 

 

Ao defender que seu partido decida sobre candidatura própria na disputa pela Governadoria, depois que Mendes voltou a adiar o anúncio de sua possível disputa pelo comando do Palácio Paiaguás, sob a argumentação que precisaria de mais tempo para resolver pendências empresariais e familiares; já que seu prazo era até 30 de maio.

 

Para ajudar a tirar dúvidas internas dos correligionários e alavancar candidatura própria, medindo inclusive o grau de confiabilidade de nomes de dentro da sigla, junto ao eleitor, os democratas estão à espera de pesquisas quantitativa e qualitativa – encomendas pela legenda - e prometidas pelo diretório nacional do partido. Mas proteladas, de 30 de maio para agora em junho, sob o argumento que a paralisação dos caminhoneiros teria impedido que os pesquisadores chegassem a todos os municípios.

 

Mas mesmo sem pesquisa nas mãos e com a possibilidade de um posicionamento de Mauro Mendes só após a Copa do Mundo, em 15 de julho, período em que ocorrem a maioria das convenções partidárias, o deputado já vê com um certo temor esta demora da legenda sobre seu destino político.

 

Para o presidente do Parlamento estadual, os democratas precisam se decidir sobre a majoritária, até para conseguir formar alianças mais robustas e para isso precisa de tempo para realizar as articulações como as rodadas de negociações com outras siglas. E, sobretudo, discutir quem, de fato, os democratas vão apoiar para o governo do Estado. 

 

Obviamente, que a depender dele [Botelho], o partido já estaria há horas na base de apoio de Taques, inclusive, já trabalhando a reeleição do gestor tucano.

 

Outro parlamentar que defende – com bem menos publicidade que Botelho – sobre o cumprimento de prazos internos é o presidente estadual da sigla, o deputado federal Fábio Garcia. Ele tem dito que Mauro, como outros nomes dentro da legenda que postulam candidaturas, têm um prazo, já que os cargos supostamente deverão ser apontados pelas pesquisas.

 

Mas ainda que o DEM tenha pelo menos três líderes que internamente sejam simpáticos à reeleição de Taques - [Fábio Garcia, Jayme Campos e Botelho] -, e mesmo que somente o presidente da Assembleia assuma isto publicamente, vai ficando cada vez mais difícil esta aproximação, após os últimos encontros do partido no interior do Estado, iniciado no último dia 18 de maio, quando alguns de seus líderes como Mauro e Campos avolumaram suas críticas à gestão Pedro Taques.

 

Até Jayme que se negou a assinar a carta-manifesto, quando 31 ex-aliados de Taques expuseram os motivos que os levaram a não apoiar a reeleição do governador - veiculada no dia 24 de abril -, passou a falar sobre sua decepção com o gestor do Paiaguás.

 

Críticas que começaram timidamente e foram se avolumando, em cada encontro, até chegar em um deles, no oeste do Estado, a chamar o governador Pedro Taques de ser uma fraude eleitoral.

 

“Essa transformação que a gente ouve, para mim não colou. Essa transformação foi o maior estelionato, fraude, que nós tivemos nestes últimos anos aqui em Mato Grosso”, disse o ex-senador, na ocasião. 

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