Cuiabá, 11 de Dezembro de 2018

GRAMPOS DE 2015

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2018, 17h:56 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Revelação de cabo pode complicar candidatura de Selma ao Senado

Da Redação

(Foto: Reprodução/Circuito MT)

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Após conseguir na Justiça o direito de depor novamente, o cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa Júnior, réu na ação penal do suposto esquema de grampos ilegais revelou nesta segunda-feira (27), ao juiz da 11ª Vara Militar do Fórum de Cuiabá, Murilo Mesquita, que em uma suposta manobra irregular  em 2015, do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teriam sido grampeados Filadelfo Dias, Silval Barbosa e Antônio Barbosa, sob a alegação de uma possível ameaça de morte à juíza, na época, Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

A suposta investigação teria ocorrido em 2015, 'quando o promotor Marco Aurélio me chamou na sala, narrou que ela estava sofrendo ameaças. Então fui até o gabinete da Selma dizendo que ele havia me procurado e pedido para que fosse lá, já que a magistrada teria dito ao promotor Marco Aurélio, que estava sendo ameaçada pelo ex-deputado José Riva’.

 

“Ele [promotor] determinou que realizasse um levantamento, via denúncia anônima, com subsídio de meu relatório. Foi então que incluiu o Filadélfo, Silval e seu irmão. Eles não tinham nada com a história. Criamos um cenário e inserimos os três no bojo dessa investigação. O medo seria que Filadelfo seria o novo Arcanjo de MT”, declarou.

 

O pedido de interceptação para investigar a suposta ameaça caiu na Vara de Selma e ela se deu por suspeita e sua substituta autorizou.

 

Pouco depois de seu depoimento à Justiça, a assessoria da juíza aposentada Selma Arruda, candidata ao senado pelo PSL, mandou para os mailings dos sites, a resposta da magistrada. Classificando como absurda e mentirosa afirmação do cabo Gerson sobre seu conhecimento de barriga de aluguel.

 

Na nota, a candidata pela coligação do governador Pedro Taques (PSDB), repudia a tentativa do PM de envolve-la no caso da “Grampolândia”, ao afirmar que ela tinha conhecimento das fraudes conhecidas como “história de cobertura” para a ação ilegal de “barriga de aluguel”.

 

“Eu não sei que forças ocultas pressionaram ou convenceram o cabo para ele mentir sobre meu nome. Mas aí tem jabuti na árvore. Isso é enchente ou mão de gente (graúda) ”, frisa a juíza aposentada.

 

No depoimento que prestou ao delegado Flávio Stringueta, em 16 de outubro de 2017, o cabo Gerson já havia afirmado categoricamente que “não teve mais contato com a juíza”, após receber as informações sobre a eventual ameaça que a magistrada havia sofrido e que, por essa razão, não poderia dizer se ela sabia ou não da criação da história de cobertura.

 

“Estranhamente agora, depois de iniciada a campanha, ele pede para falar e inventa essa história absurda. Eu fiz uma denúncia grave de ameaça para ser apurada. Os métodos e instrumentos da investigação não competem ao juiz, portanto, não cabiam a mim”, esclarece a magistrada.

 

IMPEDIMENTO 

 

Quanto ao fato de se declarar impedida para julgar um pedido de quebra de sigilo para investigar denúncia contra si, Selma Arruda esclarece que obviamente ela não poderia apreciar, fato corriqueiro em qualquer entendimento jurídico básico.

 

“Fazer uma alegação dessa para tentar me incriminar chega a ser escárnio com a inteligência alheia”, frisa afirmando que tomará as providências legais adequadas para impedir que a mentira prevaleça.

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