Cuiabá, 19 de Agosto de 2018

OPERAÇÃO BÔNUS

Terça-feira, 15 de Maio de 2018, 16h:23 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Primo de governador xinga delatores que o citaram em esquema no Detran

Da Redação

(Foto: Alair Ribeiro)

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Dentre as provas que o Ministério Público Estadual possui contras os participante do esquema de desvio milionários em licitações ocorridos dentro do Departamento Estadual de Trânsito, estaria áudio de um telefonema do advogado Pedro Jorge Taques, irmão do ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques - ambos supostamente envolvidos na organização criminosa e primos do governador Pedro Taques -, que revla o momento em que ele xinga os empresários Roque Reinheimer e Marcelo Costa, sócios da Santos Treinamento, por terem citado seu nome em depoimento, sobre pagamentos de propina para manutenção do contrato com o Detran.

 

A ligação foi gravada pelo empresário José Henrique Gonçalves, sócio da EIG Mercados, que era detentora do contrato com o Detran. José é réu confesso dos crimes.

 

Os irmãos Pedro e Paulo Taques foram presos na semana passada na operação Bônus, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MPE).

 

No vídeo, divulgado pelo site Mídia News, Pedro Jorge explica que foi obrigado a recolher ‘impostos’ em função da operação deflagrada.

 

“Eu me vi obrigado a recolher todos impostos. Aqueles vagabundos acabaram nos envolvendo, o Roque e o Marcelo, eles terminaram me envolvendo. Por isso eu protocolei uma petição explicando”, diz Pedro, na ligação.

 

O xingamento de Pedro Zamar aos delatores do esquema faz parte da investigação sobre o desvio de dinheiro público e pagamento de propina, por meio de contrato da empresa EIG Mercados e o Detran que, de acordo com o MP, teria deixado um rombo de mais de R$ 30 milhões e que supostamente operou de 2009 a 2015.

 

Foram presos na segunda fase da operação Bereré, o deputado Mauro Savi;  o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques; o irmão de Paulo, Pedro Jorge Zamar Taques e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos e José Kobori.

 

Entenda o caso

 

O esquema foi denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), Antônio Barbosa, em delação já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

No depoimento, Barbosa, inclusive, cita o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual, Eduardo Botelho (DEM), como mais um dos parlamentares que teria se beneficiado com valores altos no propinoduto. 

 

Além do irmão do ex-governador, o empresário Roque Anildo Reinheimer, sócio proprietário da Santos Capacitação de Pessoal e Treinamento, uma das empresas usadas para o desvio de dinheiro do Detran, também citou o nome de Botelho.

 

As fraudes foram no serviço de registro de contratos de financiamento de veículos, por meio de uma empresa ligada a ele. 

 

O Ministério Público Estadual (MPE) - que investiga o esquema -, assegura que 'o propinoduto' funcionava com a influência de políticos. Assim, além de Botelho, outro envolvido era o também deputado estadual democrata, Mauro Savi, preso na operação junto com outras cinco pessoas. As investigações os apontam como supostos líderes desse esquema.

 

Ainda estariam ligados à organização os deputados  Ondanir Bortolini Nininho (PSD), Baiano Filho (PSDB), Romoaldo Júnior (MDB), Wilson Santos (PSDB) e José Domingos (PSD). 

 

Também conforme o MP, a organização criminosa era formada por 40 pessoas, entre elas políticos, funcionários públicos e empresários que se utilizavam do contrato da empresa EIG Mercados Ltda junto ao  Detran para lavagem de dinheiro e recebimento de propina. 

 

Vídeo veiculado no site midia news

 

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