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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018, 18h:46 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Perícia aponta que Blairo não apagou mensagens do seu celular

Da Redação

(Foto: Divulgação)

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A defesa do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), protocolou nesta quinta-feira (13), junto ao Supremo Tribunal Federal a perícia complementar do Instituto Brasileiro de Peritos que, segundo a assessoria, atesta tecnicamente que o ministro não apagou as mensagens de seu celular. As informações ganharam repercussão nacional ao serem publicadas no Estadão nesta quinta.

 

Em nota, a assessoria do ministro informou que o documento assinado por 4 peritos mostra que Maggi não tinha instalado em seus dispositivos a ferramenta conhecida como “WhatsApp Web Desktop”, única forma de apagar mensagens remotamente. O que contesta as informações dadas pelo perito criminal da Policia Federal, demonstrando que as mensagens foram apagadas depois da apreensão do aparelho, já em posse da PF. 

 

De acordo com o advogado Fábio Galindo, o fato é gravíssimo e merece imediata apuração, pois ‘o caso revela que estamos entre o erro de procedimentos ou a prova forjada’. 

 

“Acredito que a Procuradoria-Geral da República, sempre firme no cumprimento de seu dever, vai instaurar a competente investigação e apurar a autoria e circunstâncias desse gravíssimo fato. Um fato dessa natureza inegavelmente coloca em xeque a investigação, sendo fundamental que se esclareça rapidamente o ocorrido”, disse. 

 

A assessoria ainda destacou que desde o princípio, o ministro rechaçou veementemente a acusação, tendo disponibilizado seu aparelho e todas as senhas às autoridades competentes. 

 

“A Perícia mostra o que sempre declarei. Agora espero que a Justiça tome as devidas providências, apure e responsabilize a quem for pela falsa acusação que me foi imputada”, disse Maggi.

 

Suspeitas

 

Segundo a PF, ao analisar os celulares foi encontrado anotações no aparelho pessoal de Maggi sobre o pagamento indevido de R$ 17,8 milhões feito por ele para a conta do Bic Banco, em junho de 2013.

 

Devido a um mesmo valor já ser alvo de investigação nos autos da operação Ararath, os agentes federais estranharam a coincidência. O valor teria sido utilizado para quitar uma dívida do dono da hidrelétrica São Tadeu Energética, Mauro Carvalho Júnior, junto ao banco que teria sido supostamente assumida por Blairo.

 

Ao fazer as buscas em mais dois aparelhos de Blairo, a PF verificou que conversas foram excluídas após os equipamentos serem apreendidos, o que indica que foram acessados remotamente. Se confirmada, ele pode responder por obstrução de Justiça.

 

A esposa de Blairo, Terezinha Maggi também teve seu aparelho de celular apreendido. Porém, não foi encontrado nenhum conteúdo, mas ele foi encaminhado a perícia.

 

De acordo com o ministro do STF, Luiz Fux em uma nova decisão disse que, assim como no celular de Terezinha, há indícios que mensagens do WhatsApp de Blairo foram apagadas no mesmo dia em que os bens foram confiscados pela PF.

 

Malebolge

 

A PF deflagrou em setembro de 2017 a operação Malebolge, na 12ª fase da Ararath, que teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em 64 endereços, após a delação do ex-governador Silval Barbosa.

 

Dentre os investigados estão o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), deputados estaduais, empresários e conselheiros do Tribunal de Contas do Mato Grosso.

 

Maggi é acusado de "embaraço a investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e corrupção de testemunha" juntamente com mais sete pessoas, no bojo de um inquérito que tramita no STF.

 

Em delação premiada, Silval afirmou que ele e Maggi teriam pago a quantia de R$ 6 milhões ao ex-secretário de Estado, Éder Moraes Dias no ano de 2014, a fim de que este se retratasse dos depoimentos que prestou perante o Ministério Público do Estado no início do mesmo ano.

 

Silval revelou que sua parte foi paga com recursos provindo de propina paga pela empresa Três Irmãos Engenharia e de Maggi por um empresário.

 

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