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Sexta-feira, 11 de Maio de 2018, 09h:37 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Paulo Taques, envolvido em esquema no Detran, se irrita com jornalistas após depor no Gaeco

Jessica Moreira e Marisa Batalha

(Foto: Arquivo/MidiaNews)

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Após prestar depoimento na sede do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), nesta última quinta-feira (10), o advogado e ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, ficou incomodado e, sobretudo, irritado com a presença e perguntas dos jornalistas. 

 

Os jornalistas acompanhavam os desdobramentos da Operação Bereré, cuja 2ª fase, batizada de Bônus, foi determinada na quarta-feira (9), pelo Judiciário e deflagrada pelo Gaeco, resultando na prisão de Paulo Taques e do irmão dele, Pedro Jorge Zamar Taques, que também é advogado. Além dos primos do governador tucano, também foram detidos o deputado estadual Mauro Savi (PSB) e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo” e José Kobori. 

 

Ex-secretário, advogado, parlamentar e os empresários estão detidos no Centro de Custódia de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé.

 

De maneira ríspida, Paulo não quis responder as perguntas chegando a se irritar quando questionado sobre as declarações do governador Pedro Taques (PSDB), que ao comentar sobre o espisódio da prisão dos dois primos, na operação - nesta última quinta-feira (10), no lançamento do Cartão Pró-Família, na Arena Pantanal -, chegou a revelar que 'ninguém estaria acima da lei, mas que seus adversários políticos,  estariam tentando jogar o nome de sua família no lixo 'e que isto ele não admitiria'.

 

Mesmo irritado após depoimento, na saída da sede do Gaeco, o ex-secretário voltou a repetir que teria 'muita gente falando coisas que não seriam verdade'.

 

'Como disse na quarta-feira (09), pelo que pude ver no pedido, na decisão, alguém disse para alguém que contou para o MPE que pediu dinheiro em meu nome. Espero que tudo seja esclarecido', reiterou Paulo Taques. 

 

O alvo das investigações é uma organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio envolvendo contratos milionários firmados entre a autarquia e empresas de fachada. 

 

As investigações identificaram para o pagamento de propina a diversas pessoas com base no valor arrecadado pela empresa EIG Mercados (antiga FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação), responsável pelo registro de contratos de financiamentos de veículos junto ao Detran.

 

Parte do lucro da empresa era repassado aos investigados por meio de uma empresa de fachada, a Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal Ltda, cujos sócios eram beneficiários do esquema ou “laranjas”. O bloqueio foi pedido pelos promotores do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) e do Gaeco. O valor foi calculado com base nas provas já obtidas com a quebra de sigilo bancário de investigados.

 

Pela "Bônus" foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

 

Acredita-se que a organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio envolvendo contratos milionários firmados entre a autarquia e empresas de fachada,teriam recebido mais de R$ 30 milhões, de acordo com as investigaççoes do Ministéroo Público. O esquema iniciado no governo do ex-gestor Silval Barbosa teria continuado, agora sob a proteção de Paulo Taques, na gestão de seu primo, o governo Pedro Taques (PSDB).

 

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