Cuiabá, 20 de Setembro de 2019

POLÍTICA
Terça-feira, 13 de Agosto de 2019, 10h:55

APÓS GREVE DA EDUCAÇÃO

Para Janaína, desgaste político entre Mendes e Sintep é irrecuperável

Fernanda Nazário
Única News

(Foto: AL-MT)

Apesar do fim da greve dos professores em Mato Grosso, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) acredita que o desgaste político entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) é irreparável.

Em entrevista à rádio Vila Real, nesta terça-feira (13), a parlamentar disse que não há ganhador e nem perdedor no resultado desses 75 dias de negociações. “Os dois perderam. O desgaste político com a classe dos profissionais de educação, que é a maior em Mato Grosso é irrecuperável, politicamente falando”.

Para ela, a categoria perdeu porque começaram a surgir pautas divergente entre os profissionais. Segundo ela, alguns professores disseram que por traz das discussões havia uma questão interna relacionada a eleição para presidente do Sintep, que estava próximo.

“E isso tudo acabou sendo usado durante as discussões, então por isso que os próprios professores passaram a não acompanhar a greve, que começou rachada e piorou no decorrer da greve”.

A deputada avalia que Mendes saiu perdedor da greve porquê de seu comportamento mais ríspido nas tratativas e nos pronunciamentos que dava à imprensa. “Qualquer professor que conversar, seja apoiador ou não do movimento grevista, ele vai dizer que saiu magoado com o comportamento do governo do estado durante a negociação da greve. Eu até conversei com o governador sobre a postura do que se falar, tomar cuidado para não magoar os educadores com as palavras”.

Outro erro avaliado por Janaina foi a comparação que Mauro fez de Mato Grosso com outros estados com base no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mostra Mato Grosso em 21º lugar. “Eu acho que não foi um acerto, foi um erro. Como você vai comprar com outros estados com a estrutura escolar que temos em Mato Grosso, as escolas são horríveis, estão caindo aos pedaços, em sua grande maioria”.

“Isso que a gente conseguiu com as negociações junto com o Sintep e governo, nós teríamos conseguido sem que os professores ficassem sem receber salário e o estado passasse pelo o que passou”, entende Janaína.

A greve

A greve da educação teve início em maio e terminou na última sexta-feira (9) após a categoria aceitar a proposta de Mendes que foi apresentada primeiramente a um grupo de deputados. Nela é concedido os reajustes e ganhos reais aos servidores do Estado, conforme as finanças se adequarem aos limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê que 49% da receita corrente líquida seja usada para pagamento de folha salarial. Hoje, o Estado gasta 58% com a folha.

 


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