Cuiabá, 19 de Setembro de 2017

INVESTIGADO NA CONVESCOTE

Sábado, 15 de Julho de 2017, 08h:10 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Oficial que subornou assessora de juíza em R$ 15 mil é solto

Wellyngton Souza / Única News

(Foto: Reprodução)

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O oficial de justiça e presidente do Sindicato de Oficiais de Justiça e Avaliadores de Mato Grosso (Sindojus-MT), Eder Gomes de Moura, foi solto na tarde desta sexta (14), por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rondon Bassil. Devida ausência de Pedro Sakamoto do TJ, o relatório foi para as mãos de Bassil que optou pela soltura.

 

Eder Gomes estava preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) desde o último dia 20 de junho, por ter sido denunciado após tentar subornar uma assessora jurídica da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, com intuito de obter informações privilegiadas sobre a operação Convesvote - na qual é investigado.

 

Conforme a denúncia do Ministério Público, ele teria oferecido à Rosevete dos Santos Maciel Teixeira, uma quantia de R$ 15 mil pelas informações. A suposta reunião foi marcada através do WhatsApp em um Shopping Center de Cuiabá.

 

Por meio de nota, encaminhada à imprensa após prisão do oficial, o TJ afirmou que Eder Gomes não possui relação com a gestão do Poder Judiciário do Estado. O servidor deve também ser alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (Pad) para que faça esclarecimentos sobre o seu envolvimento no suposto esquema.

 

A operação Convescote já na sua segunda fase, investiga uma organização criminosa que desviou milhões em contratos irregulares, selados entre a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Assembléia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e prefeituras municipais, como a de Várzea Grande e Rondonópolis, nos anos de 2015 e 2016.  Usando comumente empresas de fachada para prestação de serviços fictícios.

 

Ainda de acordo com as investigações, a Faespe contratava outras empresas, de fachada, para falsear o cumprimento das atividades que deveriam ser feitas pela fundação. A estimativa é de que as fraudes praticadas pela fundação, vinculada à Unemat, tenham desviado ao menos, R$ 3 milhões dos cofres públicos. Mas o Gaeco prevê que os valores sejam ainda maiores, porém somente serão descobertos ao longo das apurações sobre o caso.

 

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou 22 pessoas acusadas de atuarem no desvio de recursos públicos. A primeira fase da Convescote foi deflagrada em 20 de junho, quando foram cumpridos 11 mandados de prisão, quatro conduções coercitivas e 16 de busca e apreensão.

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