Cuiabá, 23 de Maio de 2019

POLÍTICA
Terça-feira, 02 de Outubro de 2018, 13h:08

ENTREVISTA NA LIVE

"Não quero ser senador por honraria, mas para mudar MT", diz Fávaro

Claryssa Amorim

(Foto: Divulgação/Assessoria)

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Em entrevista na Live do Única News, na manhã desta terça-feira (2), o candidato ao Senado pelo PSD, Carlos Fávaro, da coligação Pra Mudar MT, encabeçada pelo democrata Mauro Mendes, declarou que não quer ser senador apenas para colocar o título na parede, mas sim para trazer mudanças em Mato Grosso. Ele que foi ex-vice-governador, pretende trazer recursos para o Estado e, assim o governador conseguir trazer melhorias em MT.

 

Nas últimas pesquisas de intenções de votos para o Senado, realizadas por vários institutos de opinião, o social democrata aparece empatado com a juíza aposentada Selma Arruda (PSL) e o tucano Nilson Leitão. A outra vaga vem sendo liderada pelo democrata Jayme Campos, de sua coligação. 

 

“Não quero ser senador só para colocar um título na parede e ter a honraria de dizer que fui senador. Não é apenas isso. Quero trazer mudanças para Mato Grosso, conseguir recursos para melhorar a educação, segurança e saúde”, disse.

 

Questionado sobre a segurança e maioridade penal, o candidato se mostrou favorável à redução, desde que os presos trabalhem pela sua “estadia” no presídio. Para ele, o preso não está em um Spar descansando e comendo bem, sendo que o cidadão trabalhador acorda cedo todos os dias para buscar seu pão.

 

“Sou a favor da redução da maioridade penal. O cidadão de 16 anos, que pode escolher seu candidato, pode também ser responsabilizado pelos seus atos”.

 

Já sobre as melhorias na segurança, a principal alternativa para ele, é ser mais criterioso na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Ele esclarece que a segurança na fronteira para impedir que entre drogas, é papel do governo federal, mas que não dá para ficar esperando com os braços cruzados, sendo que o Estado pode fazer isso.

 

“Mato Grosso tem 750 km de fronteira seca com a Bolívia e o governo federal tem a obrigação de atuar nessa fronteira. A cocaína que chega ao Brasil é de fora. Vamos trazer isso [reforço na segurança] com recursos, investimentos, qualificação, treinamento e homens para que possamos segurar na fronteira a entrada de drogas e armas”, prometeu.

 

Decisão da candidatura

 

Cumprindo uma agenda apertada e correndo contra o tempo nesta eleições, Fávaro, em conversa com jornalistas recentemente, voltou a reiterar que nos primeiros seis meses da gestão do governador Pedro Taques (PSDB), ele estava empolgado com a oportunidade de dar uma melhor condição de vida para as pessoas e ajudar a transformar Mato Grosso.

 

Contudo, não demorou muito para observar 'que o governo não tinha foco, não respeitava o dinheiro público e fazia um uso errado dos recursos'. E que um bom exemplo disto é o caos que se instalou na saúde. Mas que não poderia romper com  Taques, mesmo quando a administração tucana começou a desandar, como forma de não parecer um oportunista. 

 

A declaração do social democrata foi dada após voltar a ser questionado se a entrega da vice-governadoria no dia 5 de abril deste ano, não poderia prejudicá-lo mais lá na frente.

  

Assim, ele faz questão de frisar, sempre que pode, que a decisão de romper com Taques não foi de cunho pessoal, ao contrário, foi após longa análise. Principalmente, quando se certificou que suas opiniões tinham pouco peso nas discussões com o governador, 'Então eu soube que era hora de seguir outro caminho político'.


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