Cuiabá, 18 de Dezembro de 2018

EFEITO PARALISAÇÃO

Terça-feira, 29 de Maio de 2018, 13h:23 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Medida anunciada por Taques não reduzirá preço do combustível, diz Sindipetróleo

Rafael Machado

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Posto de combustível

 

Diferente do que foi anunciado pelo governador Pedro Taques (PSDB), nesta segunda-feira (28), o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo) afirma que a redução no preço de pauta dos combustíveis, cuja tabela é chamada de Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), não gerará redução de R$ 0,17 na bomba.

 

Nesta terça-feira (29), foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), um decreto, em caráter excepcional, que autorizou a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) a não alterar a tabela dos valores do preço médio refletido ao consumidor final, relativos a operações com combustíveis, para a primeira quinzena de junho. A medida foi anunciada pelo governador, após reunião com empresários dos setores de combustíveis e de transporte de cargas na noite desta segunda.

 

A tabela PMPF é utilizada como base de cálculo para cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

"Considerando que os preços de pauta apenas são utilizados como referência, sua redução não definirá os preços para a revenda de combustíveis. Alterações na PMPF podem impactar nos preços, mas não na mesma proporção do realizado na pauta", diz trecho da nota.

 

O Sindipetróleo afirma que a decisão do tucano antecipa a redução dos preços nas refinarias anunciadas pelo governo federal "e permite não incidir o ICMS sobre os aumentos do óleo diesel que levaram às manifestações dos transportadores autônomos".

 

Greve dos caminhoneiros

 

A paralisação dos caminhoneiros começou na última segunda-feira (21) e segue sem perspectiva de término. A greve da classe causou escassez de combustível, o que fez o Estado ficar em alerta, já que o impacto causou grandes prejuízos à população.

 

Por isso, o governador decretou estado de emergência e criou um comitê de crise para discutir práticas para amenizar os danos.

 

Irritado

 

Foi exatamente devido a esta pequena redução anunciada nesta segunda, em reunião com o setor, no Palácio Paiaguas, que o megaempresário do ramo de combustíveis, Aldo Locatelli, teria saído irritado com o gestor tucano, a quem ajudou financeiramente nas eleições para a Senatória e Governadoria. Com a imprensa, Locatelli acabou desabafando que iria levar todas as suas empresas em Mato Grosso para o Sul do país.

 

Magoado com Taques, e sem papa na língua o empresário disse que o governador não entende ‘que quando aumenta óleo diesel da Petrobrás, cria-se uma cadeia produtiva de imposto’. Locatelli ainda lamentou, ao revelar que só foi a reunião porque amigos, também do setor, haviam lhe pedido. ‘Este é um Estado insaciável, dirigido – segundo as pesquisas – mau. Então, agora, estou de passagem, indo para outro Estado. É bom para a gente aprender’, desabafou.

 

Com 67 anos, Aldo Locatelli, é fundador e proprietário de uma das maiores redes de postos de combustíveis do Brasil e que, desde 2006, leva o seu nome. Nos últimos anos, ficou conhecido por enveredar pela política e foi um dos principais financiadores do gestor tucano em seu projeto, tanto ao senado quanto pela governadoria.

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