Cuiabá, 20 de Fevereiro de 2019

POLÍTICA
Segunda-feira, 21 de Maio de 2018, 18h:36

"POLÍTICA É FEITA DE PROSA"

Medeiros adianta que não participa de reunião com Taques, mas respeita "Frentinha"

Rafael Machado e Marisa Batalha

(Foto: Reprodução/Web)

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Pouco à vontade com encontro na próxima semana com o governador Pedro Taques (PSDB), marcado pela 'Frentinha', bloco composto por oito partidos nanicos em Mato Grosso, do qual o Podemos faz parte, o senador José Medeiros - em conversa com o Site Única News, nesta segunda-feira (21) -, revelou que política é feita de prosa. E ainda que haja uma grande possibilidade de que sua legenda não embarque junto com os outros partidos que compõem o bloco, em caso de um acordo com o tucanato, ele não poderia vetar esta reunião com o gestor tucano.

 

Mas adiantou que não estará presente, por compromisso agendados anteriormente em Brasília. Entretanto, respeita a decisão dos representantes de cada sigla que tem seu projeto e que para viabilizá-lo, claro, precisa de condições políticas para que possa entrar em uma disputa eleitoral.

 

De acordo com o senador, embora a 'Frentinha' esteja livre para dialogar com todos os possíveis candidatos ao Governo do Estado, cabe a cada um decidir qual caminho seguir. E que, possivelmente - neste caso -, o Podemos, em particular, deverá ficar de fora, em caso de um acordo em favor da reeleição de Taques. 

 

E fazendo questão de frisar que não teria sido ele quem teria pedido o encontro, não poderia, entretanto, barrar esta reunião. 'Não procurei nada, não pedi, não solicitei este encontro com o governador, mas não irei contra uma decisão de oito partidos que formam a Frentinha (Podemos, PSDC, PSDC, PTC, PRP, PTC, PMN, Pros).

 

Lembrando ainda que uma das prioridades de sua legenda para estas eleições, seria a candidatura ao Senado, o que nesta discussão com Taques estaria fora de questão, já que as vagas já estariam preenchidas, uma para o deputado federal tucano, Nilson Leitão e outra possivelmente amarrada em outras negociações com partidos que devem compor com o gestor em sua disputa pelo comando ao Palácio Paiaguás .

 

'O projeto do Podemos é trabalhar a disputa pela presidência da República, a Senatória e a Câmara Federal. A vaga ao Senado, por exemplo, nesta discussão com o governador, claro, já estaria fora de questão. Assim, muito possivelmente, o partido deverá ficar de fora de quaisquer possíveis acordos que saiam desta reunião'.

 

E ao responder ao questionamento sobre tecer duras críticas ao governo de Taques e agora se reunir com ele, Medeiros - um dos mais de 30 ex-aliados de Taques que assinaram manifesto contra sua reeleição -, deixou claro que seu partido já estaria com negociações bem avançadas com o senador republicano Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado. E que dentre as exigências feitas pelo presidenciável Álvaro Dias é que a legenda evitasse alianças nestas eleições com dois partidos: o MDB e o PSDB. 

 

'O Podemos se uniu a uma Frente, ao todo oito siglas, e a maioria quer uma conversa com com Pedro Taques, então ela deve ocorrer, mesmo que eu seja o coordenador do bloco. Para nós ficaria muito difícil apoiar a reeleição de Taques, porque nós temos este projeto de pré-candidatura'. 

 

Em março deste ano, após anunciar sua filiação ao Podemos e iniciar a promoção de encontros da Frentinha, grupo que é coordenador pelo próprio Medeiros, o senador selou definitivamente o rompimento com Pedro Taques e foi categórico ao dizer que não estaria no mesmo palanque do tucano. Em abril, Medeiros assinou manifestação pública contrária ao projeto de reeleição do tucano. 


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