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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017, 13h:08 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Maluf é apontado como líder de esquema que desviou R$ 56 mi na Seduc; deputado nega

Da Redação

Em desdobramento da Operação Rêmora realizada nesta última terça-feira (10), o Ministério Público do Estado ofereceu denúncia contra o deputado estadual Guilherme Maluf por organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e embaraçamento da investigação. 

 

 

Por meio de nota o deputado Guilherme Maluf disse que recebeu com estranheza a denúncia do MPE, já que durante toda a investigação não foi apresentada nenhuma prova contra ele. E ainda contesta com veemência a tese de ‘embaraçamento’ da investigação ou tentativa de intimidação de qualquer dos acusados, argumento falso utilizado por um deles para sair da cadeia.

 

A operação Rêmora foi desencadeada em maio do ano passado pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), contra fraudes em processos licitatórios na construção e reformas de escolas em Mato Grosso, na Secretaria de Estado de Educação.

 

O esquema começou em outubro de 2015, já na gestão do governador Pedro Taques e, inicialmente, a fraude na Seduc teria desviado pelo menos R$ 56 milhões. 

 

Consta na denúncia - oferecida ao MPE por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) -, que o deputado estadual teve a mesma participação que o empresário, Alan Malouf, proprietário do Buffet Leila Malouf, na organização criminosa. 

 

Ele é acusado de integrar o núcleo de liderança da organização, sendo beneficiário direto de parcela da propina arrecadada, além de se valer das influências políticas proporcionadas pelo cargo eletivo para promover as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas criminosos voltados para solicitação e recebimento de propinas.

 

Conforme o MPE,  o núcleo de liderança da organização tinha ainda a participação do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho. De acordo com as investigações, foi Alan Malouf que articulou junto ao ex-secretário de Educação, a inserção de Giovani Belatto Guizardi, pessoa de sua confiança com quem guarda parentesco, na condição de operador de cobrança e recebimento de vantagens ilícitas relacionadas a obras públicas da Seduc, garantindo assim o pleno controle sobre as atividades ilícitas do grupo delituoso.

 

“Foram as tratativas coordenadas de Alan Malouf e de Guilherme Maluf que garantiram a 'circusncrição' sobre o cargo de superintendente de Acompanhamento e Monitoramento da Estrutura Escolar – posto estratégico dentro da Seduc que garante o mecanismo de pressão sobre os empreiteiros para pagamento da propina, bem como de controle sobre tais pagamentos – em relação às nomeações tanto de Wander Luiz dos Reis quanto de Moises Dias da Silva”, diz trecho da denúncia.

 

Por detrás das cortinas

Segundo o Ministério Público, as investigações demonstram que Permínio Pinto Filho, Alan Malouf e Guilherme Maluf se mantinham “nas sombras”, comandando e agindo por pessoas interpostas que se encontravam nas demais camadas da organização. 

 

“As investigações demonstram que Giovani  Guizardi é o “testa de ferro” dos aludidos servidores públicos, bem como de Alan Malouf e de Guilherme Maluf, é a pessoa quem faz o trabalho sujo a fim de ocultar a identidade dos verdadeiros solicitantes / recebedores da propina”, acrescentou.

 

Conforme o MPE, a  organização era composta pelos núcleos de lideranças, agentes públicos, operações e de empresários. Todos os integrantes do grupo já foram denunciados e já respondem a ações penais.

 

Na denúncia oferecida nesta terça-feira pelo NACO, além do deputado Guilherme Maluf, também foi denunciado o seu segurança por embaraçamento de investigação, Milton Flávio de Brito Arruda. 

 

Segundo o MPE, após a deflagração da primeira fase da operação Rêmora, a fim de garantir que Giovani Belatto Guizardi não revelasse sua atuação aos investigadores, Guilherme Maluf buscou intimidá-lo, utilizando-se para tanto, o seu segurança que é agente penitenciário  do Serviço de Operações Especiais e que, a época do fato, estava cedido à Assembleia Legislativa.

 

Confira a nota na íntegra 

O deputado estadual Guilherme Maluf disse, através de sua assessoria, que recebeu com estranheza a denúncia do MPE, já que durante toda a investigação não foi apresentada nenhuma prova contra ele.O deputado contesta com veemência a tese de ‘embaraçamento’ da investigação ou tentativa de intimidação de qualquer dos acusados, argumento falso utilizado por um deles para sair da cadeia.

 

Ele assegura que forneceu ao MPE todas as informações solicitadas e continua à disposição para qualquer esclarecimento.O deputado Guilherme Maluf reafirma que não tem envolvimento com qualquer possível irregularidade ocorrida na secretaria de Educação e que confia na justiça, onde provará sua inocência.

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